
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Os rumos da frente de esquerda

quarta-feira, 25 de novembro de 2009
CALENDÁRIO PCB MINAS GERAIS
23 A 27 DE NOVEMBRO
ELEIÇÕES PARA: DIRETORIA ESTADUAL, DIRETORIA DAS SUBSEDES E MEMBROS DO CONSELHO GERAL DO Sindicato Único dos(as) Trabalhadores (as) em Educação de Minas Gerais.
28 E 29 DE NOVEMBRO
ENCONTRO NACIONAL DA INTERSINDICAL – SANTOS-SP.
12 e 13 DE DEZEMBRO
SEMINÁRIO NACIONAL DE REORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL SECUNDARISTA – 38º CONGRESSO DA UBES – BELO HORIZONTE.
19 DE DEZEMBRO
REUNIÃO DO COMITÊ REGIONAL EM BELO HORIZONTE
COMITÊ REGIONAL – MINAS GERAIS
WWW.EXPRESSOVERMELHO.BLOGSPOT.COM
Rua Curitiba – 656 – 6º andar – Centro – Belo Horizonte - (31)32016478 – CEP 30170-120
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
20 de novembro!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
INTERSINDICAL - MINAS GERAIS

Sobre HONDURAS
Ivan Pinheiro *
Temos que tirar o chapéu. O imperialismo norteamericano, envolvido ativamente antes, durante e depois do golpe de Estado em Honduras, fez agora uma jogada esperta, passando à opinião pública mundial a impressão de campeão da paz e da democracia, exatamente no momento em que a imagem de Obama se desgasta, por prosseguir a política belicista de Bush e estar à beira de uma derrota militar no Afeganistão e talvez no Iraque.
Roubando a cena da novela de mau gosto da volta de Zelaya, em que já brilharam, pela ordem, a Venezuela e o Brasil, o governo Obama dá um jeito de ficar com os louros de uma aparente conciliação para o impasse institucional hondurenho como se não tivesse nada a ver com o golpe.
Se a resistência popular tivesse arrefecido e optado por disputar e legitimar as eleições e se não tivesse ocorrido a surpreendente volta de Zelaya ao país, abrigado pelo governo brasileiro em nossa embaixada, o governo dos EUA não teria movido um músculo para alterar o quadro, como fez durante todos os quatro meses de crise.
O mais incrível é que, longe de anular os efeitos do golpe, com a volta incondicional de Zelaya ao governo e a devolução dos mais de quatro meses de mandato roubado, a solução imposta pelos EUA consolida os efeitos do golpe e legitima a transição para um governo burguês conservador.
Afinal de contas, os golpes são um meio e não um fim. Os fins foram alcançados: a inviabilização da Constituinte, o afastamento do país da ALBA e possivelmente um novo governo, à direita de Zelaya. O resultado do trabalho da missão estadunidense foi tão hábil que confundiu setores progressistas, que ingenuamente ainda festejam como vitória a “volta de Zelaya à Presidência”.
Em primeiro lugar, o acordo não assegura automaticamente a volta do Presidente legítimo ao governo. Esta decisão ficou a critério do parlamento, que analisará um parecer da Corte Suprema, repetindo um ritual que já se deu há três meses. Baseado em decisão da Corte Suprema, que considerou que não houve golpe, mas uma “sucessão constitucional”, este mesmo parlamento já havia abençoado Micheletti como presidente.
Que fique claro. O único objetivo da recente intervenção do governo Obama neste caso é dar legitimidade às espúrias eleições de 29 de novembro, em que o candidato da grande burguesia local associada ao imperialismo, Porfírio “Pepe” Lobo, é disparado o grande favorito. Ele é candidato do Partido Nacional, mais à direita que o Partido Liberal, de Zelaya e do próprio Micheletti. Além da campanha milionária na televisão e outros meios, este candidato usa a seu favor a esperteza política de se colocar como o candidato da “união nacional”, acima do confronto entre os dois “liberais”, cujo partido se dividiu e se desgastou.
O resultado da votação no parlamento é imprevisível. Apesar de não contar com maioria parlamentar nem no Partido Liberal, Zelaya pode se beneficiar dos votos do Partido Nacional, que detém quase 40% das cadeiras, interessado apenas em legitimar nacional e internacionalmente a previsível vitória eleitoral de seu candidato.
Esta talvez seja a melhor opção institucional burguesa para legitimar as eleições, um prêmio de consolação para Zelaya e a resistência popular, além de uma satisfação para a opinião púbica mundial. Zelaya assume como Rainha da Inglaterra, de mãos atadas, com um ministério de “união nacional”, prestando-se a passar a faixa presidencial para um sucessor que fará um governo oposto ao dele, rompendo com a ALBA, paralisando o tímido processo de mudanças, mantendo incólume a constituição conservadora e alinhando-se incondicionalmente aos Estados Unidos, inclusive para o país voltar a ser, através da base de Sotto Cano, a principal plataforma para desestabilizar os governos progressistas dos dois países vizinhos: El Salvador e Nicarágua.
Para imaginar este cenário é importante ler a íntegra do acordo assinado pelas partes, que publico abaixo deste texto.
A cláusula 1, que trata do “Governo de Unidade e Reconciliação Nacional” determina que, seja quem for o titular da Presidência decidido pelo parlamento, o Ministério e o Secretariado serão integrados por “representantes dos diversos partidos políticos e organizações”, a serem escolhidos por uma “Comissão de Verificação” (cláusula 6), composta por dois membros estrangeiros escolhidos a dedo pelo imperialismo, sob a fachada da OEA (Ricardo Lagos, ex-presidente do Chile, e a atual Secretária de Trabalho de Obama) e dois hondurenhos, escolhidos cada um por um lado.
Mas o núcleo duro da burguesia hondurenha pode não querer dar esta vitória simbólica à resistência popular e a Zelaya. Neste caso, se o Parlamento decidir nomear um tertius, para parecer um empate, ou mesmo se mantiver Micheletti (o que é mais improvável, por parecer rendição), Zelaya também estará de mãos atadas. Na cláusula 5, que trata do “Poder Executivo”, ou seja, exatamente da Presidência da República, as partes se comprometem, em nome da “reconciliação e da democracia”, a acatar qualquer decisão que venha a adotar o Congresso Nacional, reconhecido por ambos como “a expressão institucional da soberania popular”.
Ou seja, se Zelaya não é restituído no cargo, a luta pela sua recondução à presidência perde bastante força e até mesmo sentido, já que ele próprio não a pode mais postular, pois concordou previamente com as regras de um jogo de cartas marcadas. Esta cláusula contém uma declaração pomposa, para deixar claro que as partes dão um cheque em branco ao parlamento unicameral: “A decisão que adote o Congresso Nacional deverá assentar as bases para alcançar a paz social, a tranqüilidade política e a governabilidade democrática que a sociedade exige e o país necessita”.
Há outros itens do chamado “Acordo Tegucigalpa/San José” que mostram que o documento está mais para rendição do que para acordo. Um deles é a cláusula 2, em que Zelaya renuncia não apenas a convocar a Constituinte, mas também “a não defendê-la, de forma direta ou indireta, nem a promover ou apoiar qualquer consulta popular com o fim de contrariar qualquer dos artigos pétreos da Constituição”.
A cláusula 3 é um chamamento público ao povo hondurenho para participar “pacificamente nas próximas eleições e evitar manifestações que se oponham às eleições e a seu resultado”. Aqui, Zelaya abre mão da maior arma da resistência, ou seja, o boicote às eleições convocadas pelos golpistas e a seu resultado. Para a resistência popular, fica um dilema dramático, que pode inclusive trazer divisões: perder as eleições, legitimando-as, ou boicotá-las em oposição à postura de Zelaya.
Na cláusula 7 do documento, Zelaya desata outro nó que asfixiava os golpistas, além da incrível e heróica resistência popular. Antes mesmo do resultado da votação no Congresso Nacional, que já prometera acatar, assina com Micheletti um apelo mundial para a imediata revogação das sanções adotadas bilateral ou multilateralmente contra Honduras e a reativação dos projetos de cooperação com o país.
As declarações finais do “acordo” são patéticas. Em nome da “reconciliação nacional”, elogiam-se as partes mutuamente pelo “seu espírito patriótico”; jactam-se da “consciência cívica” que revelam nesta “demonstração de unidade e paz”.
Mas na cláusula 11 finalmente aparece o DNA dos autores do golpe de mestre. As partes fazem um “agradecimento” aos bons ofícios da comunidade internacional para resolver a questão, destacando, “em especial”, além da OEA e do presidente de Costa Rica, “o governo dos Estados Unidos, seu presidente Barack Obama e sua Secretária de Estado, Hillary Clinton”.
O texto chega ao cinismo de, além de elogiar o papel dos Estados Unidos, repudiar a “ingerência de outros países nos assuntos hondurenhos”, numa clara insinuação em relação à Venezuela e até mesmo, nas entrelinhas, ao Brasil.
Apesar de difícil, ainda há tempo de Zelaya denunciar e romper o acordo, alegando alguma transgressão a seus termos. A novela ainda não acabou. Mas pessoalmente acredito que o “acordo” será mantido. Digo isso sem qualquer sentimento de traição de Zelaya à resistência popular. Em textos anteriores, deixei claro que ele representava setores não hegemônicos da burguesia hondurenha, cujo interesse na aproximação com a ALBA não tinha um sentido de transição ao socialismo, mas de fazer crescer o mercado interno e ter acesso a mercados de outros países da ALBA. Já em agosto deste ano denunciei as manobras que visavam a “comprometer ou neutralizar Zelaya com acordos rebaixados e criar as condições para um pacto de elites, um governo de ”união nacional”, que exclua os setores populares e garanta os privilégios da classe dominante e do imperialismo. O objetivo principal desta tática é a eleição de um “tertius” de consenso das elites, para “unir o país” e legitimar o golpe. A tarefa de realizar as eleições pode ser cumprida pelo próprio Zelaya, sem direito à reeleição e à Constituinte”.
Em verdade, se consumar sua rendição ao pacto de elites, Zelaya estará sendo fiel à sua própria classe. Ou seja, se o “acordo” prevalecer, será sinal de que o imperialismo e a burguesia hondurenha recompuseram sua unidade, frente ao risco do crescimento da organização e da mobilização popular.
Mas, sem baluartismo e sem deixar de reconhecer que os inimigos alcançaram seus principais objetivos táticos nesta batalha, o indomável povo hondurenho – de impressionante combatividade, coragem e determinação – tem vitórias a comemorar, lições para tirar e grandes lutas para travar.
Graças à sua incansável luta, o golpe teve enormes dificuldades para se implantar, o que representa uma grande vitória, pois o imperialismo terá que pensar muitas vezes antes de tentar repetir esta fórmula em outros países.
A grande lição a extrair deste episódio é a de que os proletários só podem contar com eles próprios, sem ilusões em alianças com a burguesia nem em mudanças nos marcos da institucionalidade burguesa.
Em Honduras, nada será como antes. Uma vanguarda forjada na luta certamente aprofundará a organização e mobilização popular e não arriará a bandeira da Constituinte Soberana, com ou sem Zelaya, e de uma sociedade socialmente justa.
*Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A NECESSIDADE DE PÔR FIM AO BLOQUEIO ECONÔMICO, COMERCIAL E FINANCEIRO IMPOSTO PELOS ESTADOS UNIDOS CONTRA CUBA

Alexis Garcia Iribar nasceu em Cuba, na província de Guantánamo, com uma doença cardíaca congênita. Já com 6 anos de idade, depois de sucessivos adiamentos e de complicações, teve que ser operado em 9 de março de 2009, com o coração aberto, porque o governo dos Estados Unidos proíbe que as empresas NUMED, AGA e Boston Scientific vender a Cuba os dispositivos Amplatzer e Embolização Coil para o cateterismo pediátrico que substitui a cirurgia. Eu poderia citar outros 12 casos, com idades entre 5 meses e 13 anos, todos tratados com um procedimento semelhante há um ano e meio, e dois deles em 20 de janeiro.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Trajetória do Partido Comunista Brasileiro/MG é tema do Novos Registros

A dissertação discute a atuação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em Minas Gerais, principalmente no que diz respeito às manifestações públicas realizadas em Belo Horizonte entre os anos de 1945 e 1951. Raquel apresenta uma releitura desta organização política com base nas estratégias de ocupação do espaço público adotadas à época.
Durante o período enfocado no estudo, o PCB deparou-se com questões importantes para sua organização. Após o fim do Estado Novo, o partido foi legalizado e tornou-se uma alternativa para a população brasileira dentro do processo político democrático, fato esse que exigiu o desenvolvimento de novas estratégias de mobilização. Com a cassação do Partido (1947) e a destituição dos mandatos de parlamentares comunistas (1948), ao contrário do que se podia esperar, o grupo não se afastou da cena política, criando novos recursos para transmitir suas idéias e seus objetivos. Essa estrutura ramificada do PCB, com células e comitês instalados em diversos pontos da cidade, produziu uma relação diferenciada com o espaço urbano, permitindo a identificação de uma cartografia política da atuação do Partido em Belo Horizonte.
Na pesquisa que deu origem à dissertação, além de uma extensa análise histórica sobre o PCB, foram utilizados também materiais como panfletos, recortes de jornal, cartazes, correspondências, fotografias, relatórios policiais e processos, em sua maioria, oriundos do acervo do extinto Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), hoje sob a guarda do Arquivo Público Mineiro.
Após a apresentação de Raquel, haverá um debate com os espectadores. O trabalho pode ser acessado no Banco de Teses do APCBH, em sua Sala de Consultas, na rua Itambé, 227, bairro Floresta.
Sobre a palestrante
Raquel Aparecida Pereira é historiadora, mestre em História e Culturas Políticas pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007), onde defendeu a dissertação "Bandeiras vermelhas nas ruas da cidade: comunismo e espaço público em Belo Horizonte (1945-1951)". Possui experiência com processamento técnico de acervos documentais, pesquisa arquivística, elaboração e análise de projetos culturais.
Ela atuou na área de preservação do patrimônio histórico nacional como analista do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, onde desenvolveu atividades de elaboração e acompanhamento de editais de apoio a projetos culturais. Atualmente, ocupa o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior/CAPES- MEC.
Novos Registros
Palestrante: Raquel Aparecida Pereira
Tema: "Bandeiras vermelhas nas ruas da cidade: comunismo e espaço público em Belo Horizonte (1945-1951)"
Data: 27 de outubro, às 19h
Local: Museu Histórico Abílio Barreto (Auditório Itaú)
Mais informações: Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte – (31) 3277-4665
Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=32994&pIdPlc=&app=salanoticias
domingo, 25 de outubro de 2009
Declaração Política do XIV Congresso do PCB

Outros outubros virão!
(Declaração Política do XIV Congresso do PCB)
Rio de Janeiro, outubro de 2009
Nascemos em 1922 e trazemos marcadas as cicatrizes da experiência histórica de nossa classe, com seus erros e acertos, vitórias e derrotas, tragédias e alegrias. É com esta legitimidade e com a responsabilidade daqueles que lutam pelo futuro que apresentamos nossas opiniões e propostas aos trabalhadores brasileiros.
Os comunistas brasileiros, reunidos no Rio de Janeiro, nos dias 9 a 12 de outubro, no XIV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB), avaliamos que o sistema capitalista é o principal inimigo da humanidade e que sua continuidade representa uma ameaça para a espécie humana. Por isso, resta-nos apenas uma saída: superar revolucionariamente o capitalismo e construir a sociedade socialista, como processo transitório para emancipação dos trabalhadores, na sociedade comunista.
Uma das principais manifestações dos limites históricos do capitalismo é a atual crise econômica mundial, que revelou de maneira profunda e didática todos os problemas estruturais desse sistema de exploração de um ser humano por outro: suas contradições, debilidades, capacidade destruidora de riqueza material e social e seu caráter de classe. Enquanto os governos capitalistas injetam trilhões de dólares para salvar os banqueiros e especuladores, os trabalhadores pagam a conta da crise com desemprego, retirada de direitos conquistados e aprofundamento da pobreza.
Mesmo feridos pela crise, os países imperialistas realizam uma grande ofensiva para tentar recuperar as taxas de lucro e conter o avanço dos processos de luta popular que vêm se realizando em várias partes do mundo. Promovem guerras contra os povos, como no Iraque e no Afeganistão, armam Israel para ameaçar a população da região e expulsar os palestinos de suas terras. Na América Latina, desenvolvem uma política de isolamento e sabotagem dos governos progressistas da região, com a reativação da IV Frota e a transformação da Colômbia numa grande base militar dos Estados Unidos. Toda essa estratégia visa a ameaçar Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba e até mesmo países cujos governos não se dispõem a promover profundas mudanças sociais, como é o caso do Brasil, tudo para garantir o controle das extraordinárias riquezas do continente, entre elas o Pré-Sal, a Amazônia, a imensa biodiversidade e o Aquífero Guarani.
A escalada de violência do imperialismo contra os povos, agravada pela crise do capitalismo e por sua necessidade de saquear as riquezas naturais dos países periféricos e emergentes acentua a necessidade de os comunistas colocarmos na ordem do dia o exercício do internacionalismo proletário. Episódios recentes, como a tentativa de separatismo na Bolívia, os covardes crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza, o golpe em Honduras, as ameaças ao Irã e à Coreia do Norte somam-se ao permanente bloqueio desumano a Cuba Socialista, a uma década de manobras com vistas à derrubada do governo antiimperialista na Venezuela e à ocupação do Iraque e do Afeganistão.
O PCB continuará no Brasil com sua consequente solidariedade aos povos em suas lutas contra o capital e o imperialismo, independentemente das formas que as circunstâncias determinem. O papel ímpar do PCB na solidariedade aos povos em luta se radica na sua independência política com relação ao governo brasileiro e na sua visão de mundo internacionalista proletária.
A crise demonstra de maneira cristalina a necessidade de os povos se contraporem à barbárie capitalista e buscarem alternativas para a construção de uma nova sociabilidade humana. Em todo o mundo, com destaque para a América Latina, os povos vêm resistindo e buscando construir projetos alternativos baseados na mobilização popular, procurando seguir o exemplo de luta da heróica Cuba, que ficará na história como um marco da resistência de um povo contra o imperialismo.
Nós, comunistas brasileiros, temos plena consciência das nossas imensas responsabilidades no processo de transformação que está se desenvolvendo na América Latina, não só pelo peso econômico que o Brasil representa para a região, mas também levando em conta que vivemos num país de dimensões continentais, onde reside o maior contingente da classe trabalhadora latino-americana. Consideramo-nos parte ativa desse processo de transformação e integrantes destemidos da luta pelo socialismo na América Latina e em todo o mundo.
Nesse cenário, o Estado brasileiro tem jogado papel decisivo no equilíbrio de forças continentais, mas na perspectiva da manutenção da ordem capitalista e não das mudanças no caminho do socialismo. Tendo como objetivo central a inserção do Brasil entre as potências capitalistas mundiais, o atual governo, em alguns episódios, contraria certos interesses do imperialismo estadunidense. No entanto, estas posturas pontualmente progressistas buscam criar um terceiro pólo de integração latino-americana, de natureza capitalista. Ou seja, nem ALCA, nem ALBA, mas sim a liderança de um bloco social-liberal, em aliança com países do Cone Sul, dirigidos por forças que se comportam também como uma "esquerda responsável", confiável aos olhos do imperialismo e das classes dominantes locais, contribuindo, na prática, para aprofundar o isolamento daqueles países que escolheram o caminho da mobilização popular e do enfrentamento.
O respaldo institucional a alguns governos mais à esquerda na América Latina tem sido funcional à expansão do capitalismo brasileiro, que se espalha por todo o continente, onde empresas com origem brasileira se comportam como qualquer multinacional. Como o objetivo central é a inserção do Brasil como potência capitalista, o governo Lula não hesita em adotar atitudes imperialistas, como comandar a ocupação do Haiti para garantir um golpe de direita, retaliar diplomaticamente o Equador para defender uma empreiteira brasileira ou promover exercícios militares com tiro real na fronteira com o Paraguai, para defender os latifundiários brasileiros da soja diante do movimento camponês do país vizinho e manter condições leoninas no Tratado de Itaipu.
O capitalismo brasileiro é parte do processo de acumulação mundial e integrante do sistema de poder imperialista no mundo, ressaltando-se que as classes dominantes brasileiras estão umbilicalmente ligadas ao capital internacional. A burguesia brasileira não disputa sua hegemonia com nenhum setor pré-capitalista. Pelo contrário: sua luta se volta fundamentalmente na disputa de espaços dentro da ordem do capital imperialista, ainda que se mantenha subordinada a esta, inclusive no sentido de evitar a possibilidade de um processo revolucionário, no qual o proletariado desponte como protagonista.
Apesar de ainda faltarem condições subjetivas – sobretudo no que se refere à organização popular e à contra-hegemonia ao capitalismo – entendemos que a sociedade brasileira está objetivamente madura para a construção de um projeto socialista: trata-se de um país em que o capitalismo se tornou um sistema completo, monopolista, capaz de produzir todos os bens e serviços para a população. Uma sociedade em que a estrutura de classes está bem definida: a burguesia detém a hegemonia econômica e política, o controle dos meios de comunicação e o aparato estatal, enquanto as relações assalariadas já são majoritárias e determinantes no sistema econômico. Formou-se, assim, um proletariado que se constitui na principal força para as transformações sociais no País.
Do ponto de vista político e institucional, o Brasil possui superestruturas tipicamente burguesas, em pleno funcionamento: existe um ordenamento jurídico estabelecido, reconhecido e legitimado, com instituições igualmente consolidadas nos diferentes campos do Estado, ou seja, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Formou-se também uma sociedade civil burguesa, enraizada e legitimada, que consolidou a hegemonia liberal burguesa, mediante um processo que se completa com poderosa hegemonia na informação, na organização do ensino, da cultura, elementos que aprimoram e fortalecem a dominação ideológica do capital no país.
Portanto, sob todos os aspectos, o ciclo burguês já está consolidado no Brasil. Estamos diante de uma formação social capitalista desenvolvida, terreno propício para a luta de classes aberta entre a burguesia e o proletariado. De um lado, está o bloco conservador burguês, formado pela aliança entre a burguesia monopolista associada ao capital estrangeiro e aliada ao imperialismo, a burguesia agrária com o monopólio da terra, a oligarquia financeira, com o monopólio das finanças, além de outras frações burguesas que permeiam o universo da dominação do capital.
Esta hegemonia do bloco conservador adquiriu maior legitimidade para implantar as políticas de governabilidade e governança necessárias à consolidação dos interesses do grande capital monopolista, com a captura de um setor político, representante da pequena burguesia e com ascendência sobre importante parte dos trabalhadores, uma vez que se tornava essencial neutralizar a resistência destes e das camadas populares, através da cooptação de parte de suas instituições e organizações.
Do outro lado, está o bloco proletário, hoje submetido à hegemonia passiva conservadora. Ainda que resistindo, encontra-se roubado de sua autonomia e independência política, acabando por servir de base de massa que sustenta e legitima uma política que não corresponde a seus reais interesses históricos. Constituído especialmente pela classe operária, principal instrumento da luta pelas transformações no país, pelo conjunto do proletariado da cidade e do campo, pelos movimentos populares e culturais anticapitalistas e antiimperialistas, por setores da pequena burguesia, da juventude, da intelectualidade e todos que queiram formar nas fileiras do bloco revolucionário do proletariado, em busca da construção de um processo para derrotar a burguesia e seus aliados e construir a sociedade socialista.
O cenário da luta de classes no âmbito mundial e suas manifestações em nosso continente latino-americano, o caráter do capitalismo monopolista brasileiro e sua profunda articulação com o sistema imperialista mundial, as características de nossa formação social como capitalista e monopolista, a hegemonia conservadora e sua legitimação pela aliança de classes de centro-direita, os resultados deste domínio sobre os trabalhadores e as massas populares no sentido da precarização da qualidade de vida, desemprego, crescente concentração da riqueza e flexibilização de direitos nos levam a afirmar que o caráter da luta de classes no Brasil inscreve a necessidade de uma ESTRATÉGIA SOCIALISTA.
São essas condições objetivas que nos permitem definir o caráter da revolução brasileira como socialista. Afirmar o CARÁTER SOCIALISTA da revolução significa dizer que as tarefas colocadas para o conjunto dos trabalhadores não podem ser realizadas pela burguesia brasileira, nem em aliança com ela. Estas tarefas só poderão ser cumpridas por um governo do Poder Popular, na direção do socialismo. O desenvolvimento das forças materiais do capitalismo no Brasil e no mundo permite já a satisfação das necessidades da população mundial, mas está em plena contradição com a forma das relações sociais burguesas que acumulam privadamente a riqueza socialmente produzida, cujo prosseguimento ameaça a produção social da vida, a natureza e a própria espécie humana.
A forma capitalista se tornou antagônica à vida humana. Para sobreviver, o capital ameaça a vida; portanto, para manter a humanidade devemos superar o capital. É chegada a hora, portanto, de criar as condições para a revolução socialista.
Nas condições de acirramento da luta de classes em nosso país, as lutas específicas se chocam com a lógica do capital. A luta pela terra não encontra mais como adversário o latifúndio tradicional, mas o monopólio capitalista da terra, expresso no agronegócio. A luta dos trabalhadores assalariados se choca com os interesses da burguesia, acostumada às taxas de lucros exorbitantes e à ditadura no interior das fábricas. A luta ecológica se choca com a depredação do meio ambiente, promovida pelo capital. As lutas dos jovens, das mulheres, dos negros, das comunidades quilombolas, índios, imigrantes e migrantes se chocam com a violência do mercado, seja na desigualdade de rendimentos, no acesso a serviços elementares, à cultura e ao ensino, porque o capital precisa transformar todas as necessidades materiais e simbólicas em mercadoria para manter a acumulação, ameaçando a vida e destruindo o meio ambiente.
A definição da estratégia da revolução como socialista não significa ausência de mediações políticas na luta concreta, nem é incompatível com as demandas imediatas dos trabalhadores. No entanto, a estratégia socialista determina o caráter da luta imediata e subordina a tática à estratégia e não o inverso, como formulam equivocadamente algumas organizações políticas e sociais. Pelo contrário, os problemas que afligem a população, como baixos salários, moradia precária, pobreza, miséria e fome, mercantilização do ensino e do atendimento à saúde, a violência urbana, a discriminação de gênero e etnia, são manifestações funcionais à ordem capitalista e à sociedade baseada na exploração. A lógica da inclusão subalterna e da cidadania rebaixada acaba por contribuir para a sobrevida do capital e a continuidade da opressão.
O que hoje impede a satisfação das necessidades mais elementares da vida em nosso país não é a falta de desenvolvimento do capitalismo. Pelo contrário, nossas carências são produto direto da lógica de desenvolvimento capitalista adotado há décadas sob o mesmo pretexto, de que nossos problemas seriam resolvidos pelo desenvolvimento da economia capitalista. Hoje, a perpetuação e o agravamento dos problemas que nos afligem, depois de gerações de desenvolvimento capitalista, são a prova de que este argumento é falso.
Portanto, nossa estratégia socialista ilumina a nossa tática, torna mais claro quem são nossos inimigos e os nossos aliados, permite identificar a cada momento os interesses dos trabalhadores e os da burguesia e entender como as diferentes forças políticas concretas agem no cenário imediato das lutas políticas e sociais. Esse posicionamento também busca sepultar as ilusões reformistas, que normalmente levam desorientação ao proletariado, e educá-lo no sentido de que só as transformações socialistas serão capazes de resolver os seus problemas.
No Brasil, nosso partido trabalha na perspectiva de constituir oBloco Revolucionário do Proletariado, como instrumento de aglutinação de forças políticas e sociais antiimperialistas e anticapitalistas para realizar as transformações necessárias à emancipação dos trabalhadores. Nosso objetivo é derrotar o bloco de classe burguês e seus aliados que, mesmo com disputas e diferenciações internas, impõem a hegemonia conservadora e buscam a todo custo desenvolver a economia de mercado, mantida a subordinação ao capital internacional, ao mesmo tempo em que afastam os trabalhadores da disputa política, impondo um modelo econômico concentrador de renda e ampliador da miséria, procurando permanentemente criminalizar os movimentos populares, a pobreza e todos aqueles que ousam se levantar contra a hegemonia do capital. Para consolidar o poder burguês e legitimá-lo, colocam toda a máquina do Estado a serviço do capital.
Por isso mesmo, não há nenhuma possibilidade de a burguesia monopolista, em todos seus setores e frações, participar de uma aliança que vá além do horizonte burguês e capitalista. Isso significa que a nossa política de aliança deve se materializar no campo proletário e popular. A aliança de classes capaz de constituir o Bloco Revolucionário do Proletariado deve fundamentalmente estar estruturada entre os trabalhadores urbanos e rurais, os setores médios proletarizados, setores da pequena burguesia, as massas trabalhadoras precarizadas em suas condições de vida e trabalho que compõem a superpopulação relativa. Isso significa que a nossa tática deve ser firme e ampla. Ao mesmo tempo em que não há alianças estratégicas com a burguesia, todo aquele que se colocar na luta concreta contra a ordem do capital será um aliado em nossa luta, da mesma forma que aqueles setores que se prestarem ao papel de serviçais subalternos da ordem, se colocarão no campo adversário e serão tratados como tal.
A principal mediação tática de nossa estratégia socialista é, portanto, a criação das condições que coloquem os trabalhadores em luta, a partir de suas demandas imediatas, na direção do confronto com as raízes que determinam as diferentes manifestações da exploração, da opressão e da injustiça, ou seja, a ordem capitalista.
Assim, estamos propondo e militando no sentido da formação de uma frente de caráter antiimperialista e anticapitalista, que não se confunda com mera coligação eleitoral. Uma frente que tenha como perspectiva a constituição do Bloco Revolucionário do Proletariado como um movimento rumo ao socialismo.
A constituição do proletariado como classe que almeja o poder político e procura ser dirigente de toda a sociedade é um projeto em construção e não existem fórmulas prontas para torná-lo efetivo politicamente. Como tudo em processo de formação, a constituição desse bloco exige que o PCB e seus aliados realizem um intenso processo de unidade de ação na luta social e política, de forma que cada organização estabeleça laços de confiança no projeto político e entre as próprias organizações.
Reafirmamos a necessidade da conformação da classe trabalhadora como classe e, portanto, enquanto partido político, não pela afirmação dogmática, arrogante e pretensiosa de conformação de vanguardas autoproclamadas, mas pela inadiável necessidade de contrapor à ordem do capital - unitária e organizada por seu Estado e cimentada na sociedade por sua hegemonia - uma alternativa de poder que seja capaz de emancipar toda a sociedade sob a direção dos trabalhadores.
Sabemos que este é um momento marcado por enorme fragmentação e dispersão das forças revolucionárias, que corresponde objetivamente ao momento de defensiva que se abateu sobre os trabalhadores, mas também acreditamos que, tão logo o proletariado se coloque em movimento, rompa com a passividade própria dos tempos de refluxo e inicie uma ação independente enquanto classe portadora de um projeto histórico, que é o socialismo, as condições para a unidade dos revolucionários serão novamente possíveis.
Desde o XIII Congresso, o PCB vem se mantendo na oposição independente ao governo Lula, por entender que este governo trabalha essencialmente para manter e fortalecer o capital, restando à população apenas algumas migalhas como compensação social, por meio de programas que canalizam votos institucionalizando a pobreza e subordinando a satisfação das necessidades sociais ao crescimento da economia capitalista, verdadeira prioridade do governo.
O governo atual se tem pautado pela cooptação de partidos políticos e movimento sociais, buscando amortecer e institucionalizar a luta de classes, desmobilizando e enfraquecendo os trabalhadores em sua luta contra o capital. As antigas organizações políticas e sociais, que nasceram no bojo das lutas do final dos anos 70, se transformaram em partidos e organizações da ordem, ainda que guardem referência sobre a classe e abriguem militantes que equivocadamente, alguns de maneira sincera, ainda procuram manter ou resgatar o que resta de postura de esquerda. Desta forma, estas organizações acabaram por perder a possibilidade histórica de realizar o processo de mudanças sociais no país. Transformaram-se em organizações chapa-branca, base de sustentação de um governo que, vindo do campo de esquerda, disputou as eleições com uma proposta de centro esquerda, construiu uma governabilidade de centro direita e acabou por implementar um projeto que corresponde, na essência, aos interesses do grande capital monopolista, aproximando-se muito mais de um social liberalismo do que de uma social democracia.
É necessária, por isso, uma reorganização dos movimentos populares, especialmente do movimento sindical. O PCB trabalhará pela reorganização do sindicalismo classista e pela unidade dos trabalhadores, através do fortalecimento de sua corrente Unidade Classista e da Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora), atuando nesta para recompor o campo político que a originou e ampliá-lo com outras forças classistas. A função principal da Intersindical é a de ser, a partir da organização e das lutas nos locais de trabalho, um espaço de articulação e unidade de ação do sindicalismo que se contrapõe ao capital, visando à construção, sem açodamento nem acordos de cúpula, de uma ampla e poderosa organização intersindical unitária, que esteja à altura das necessidades da luta de classes. Nesse sentido, o PCB reitera a proposta de convocação, no momento oportuno, do Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), como consolidação deste processo de reorganização do movimento sindical classista.
Também iremos trabalhar com afinco para a reorganização do movimento juvenil, especialmente pelo resgate da União Nacional dos Estudantes como instrumento de luta e de ação política da juventude, como foi ao longo de sua história. Mas a reconstrução do movimento estudantil brasileiro não se dará através da mera disputa pelos aparelhos e cargos nas organizações estudantis, tais como a UNE, a UBES e demais. Será necessária a incisiva atuação dos comunistas nas entidades de base, nas escolas e universidades, para que o movimento estudantil retome sua ação protagonista nas lutas pela educação pública emancipadora e pela formação de uma universidade popular, capaz de produzir conhecimento a serviço da classe trabalhadora e contribuir para a consolidação da contra-hegemonia proletária. Ou seja, o movimento estudantil brasileiro precisa ser resgatado da sua letargia para assumir o papel de organizador da juventude que quer lutar e construir o socialismo no Brasil.
Procuraremos desenvolver também laços com todos os movimentos populares, na resistência cotidiana dos trabalhadores em seus bairros e locais de trabalho, de forma a estabelecermos uma relação mais estreita com a população pobre e os trabalhadores em geral, ajudando-os a se organizarem para a luta.
A luta pela terra no Brasil se choca diretamente com a ordem capitalista que deve ser enfrentada, não apenas para se garantir o acesso à terra mas para a mudança profunda do modelo de desenvolvimento agrícola contra a lógica mercantil, monopolista e imperialista do agronegócio. A aliança de classes necessária à construção de uma estratégia socialista para o Brasil passa pela união entre os trabalhadores do campo e da cidade, dos pequenos agricultores e assentados na luta por um Poder Popular comprometido com a desmercantilização da vida e o fim da propriedade, empenhados na construção de uma sociedade socialista. O Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST)conta com nossa irrestrita solidariedade e nossa parceria, em sua necessária articulação com o movimento sindical, juvenil e popular.
O PCB se empenhará também pela criação de um amplo e vigoroso movimento que venha às ruas exigir, através de um plebiscito e outras formas de luta, uma nova Lei do Petróleo, que contemple a extinção da ANP, o fim dos leilões das bacias petrolíferas, a retomada do monopólio estatal do petróleo e aREESTATIZAÇÃO DA PETROBRÁS (como empresa pública e sob controle dos trabalhadores), de forma a preservar a soberania nacional e assegurar que os extraordinários recursos financeiros gerados pelas nossas imensas reservas de recursos minerais sejam usados para a solução dos graves problemas sociais brasileiros e não para fortalecer o imperialismo e dar mais lucros ao grande capital.
Da mesma forma, daremos importância especial à frente cultural, estreitando os laços com artistas e intelectuais. Desde sempre a arte que se identifica com o ser humano é também a que denuncia a desumanidade do capital e da ordem burguesa. Desenvolvendo um trabalho contra a mercantilização da arte e do conhecimento, na resistência ao massacre imposto pela indústria cultural capitalista, o PCB apoiará a luta em defesa da plena liberdade de produção artística, intelectual e cultural e pela criação de amplos espaços para as manifestações artísticas e culturais populares, como parte inseparável de nossa luta pela emancipação humana.
Devido ao caráter fundamental da participação de intelectuais comprometidos com a luta pela emancipação do proletariado e pela hegemonia ideológica, política e cultural, o PCB jogará grande peso na tarefa permanente de formação, aperfeiçoamento e atualização teórica e política de seus militantes e na relação com intelectuais que detêm a mesma perspectiva revolucionária.
Nosso Partido vem realizando um intenso esforço no sentido de se transformar numa organização leninista, capaz de estar à altura das tarefas da Revolução Brasileira. Realizamos, no ano passado, a Conferência Nacional de Organização, na qual reformulamos o estatuto, trocamos o conceito de filiado pelo de militante, reforçamos a direção coletiva e o centralismo democrático. Estamos desenvolvendo um trabalho de construção partidária a partir das células, nos locais de trabalho, moradia, ensino, cultura e lazer, com o critério fundamental do espaço comum de atuação e luta, preferencialmente nos locais onde a população já desenvolve sua atuação cotidiana. O XIV Congresso Nacional coloca num patamar superior a reconstrução revolucionária do PCB.
O PCB, como um dos instrumentos revolucionários do proletariado, quer estar à altura dos desafios para participar da história de nossa classe na construção dos meios de sua emancipação revolucionária. Mais do que desejar ser uma alternativa de organização para os comunistas revolucionários, para os quais as portas do PCB estão abertas, queremos ser merecedores desta possibilidade, por buscarmos traçar estratégias e caminhos que tornem possível a revolução brasileira.
O PCB trabalhará de todas as formas e empregará todos os meios possíveis para contribuir com a derrota da hegemonia burguesa no Brasil, visando socializar os meios de produção capitalistas e transferi-los para o Poder Popular, assim como construir uma nova hegemonia política, social, econômica, cultural e moral da sociedade, de forma a que a população brasileira possa usufruir plenamente de uma nova sociabilidade, baseada na solidariedade, na cooperação entre os trabalhadores livres e emancipados do jugo do capital. Por criarem toda a riqueza os trabalhadores têm o direito de geri-la de acordo com suas necessidades, única forma de construir um novo ser humano e chegar a uma sociedade sem classes e sem Estado: uma sociedade comunista.
Viva o Internacionalismo Proletário!
Viva a Revolução Socialista!
Viva o Partido Comunista Brasileiro!
XIV Congresso Nacional do PCB, Rio de Janeiro, outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Aécio e o maior vão livre da história!
Deve-se notar que Aécio Neves, governador de Minas Gerais, é um dos governadores "de direita" que entraram na justiça alegando não poderem pagar o piso salarial mínimo nacional para os professores. Minas Gerais é hoje o penúltimo estado da federação em gastos com saúde, ganhando somente de outra tucana, Yeda, do Rio Grande do Sul.
O vídeo destaca em sua chamada e em seu conteúdo que o tal castelo terá o maior vão livre da história da arquitetura! Ora, sejamos sinceros, Aécio Neves é mestre em vãos livres, ou seja, em espaços vazios. A Estrada Real é um vão livre genial. Não foi contruído nem um metro de estrada, pois a estrada real são caminhos supostamente usados a trezentos anos, com algumas passagens ainda de terra. Ou seja, a Estrada Real é somente uma enorme campanha publicitária, que se justifica para atraír turismo para a região abrangida pelo projeto, mas leva de carona o próprio governador, como autor da "obra".
O choque de gestão é outro vão livre. Mais uma vez o conteúdo é vazio, o estado continua devedor, somente arrumou tudo no papel de forma a parecer que as contas estão em dia. Os impostos aumentaram e alguns foram inventados ou ampliados para quem antes não os pagava. As empresas públicas foram colocadas para dar lucro, que é uma forma indireta de cobrar impostos, de forma que hoje os mineiros pagam a energia elétrica mais cara do país.
Se a saúde e a educação estão na situação descrita acima, o estado continua devedor e os impostos aumentaram, com que está sendo gasto o dinheiro dos mineiros? Com o maior vão livre da história... da arquitetura e da política:
sábado, 17 de outubro de 2009
PCB apóia o MST
desta informar, que na manhã do dia 15 de outubro de 2009 por volta das
11hs da manhã, 100 famílias ocuparam o saguão do INCRA (Instituto
nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Belo Horizonte em
solidariedade aos funcionários públicos federais da casa que estão
defendendo a reestruturação do INCRA, concurso publico e defesa da
reforma Agrária. A ocupação também fez parte do dia de luta contra a
criminalização do MST e á favor da reforma agrária.
Também na tarde do dia 15, foi realizado um ato na praça 7, centro de
Belo Horizonte, com a participação de 350 militantes, representantes
dos SINDSEP (Sindicato dos Servidores Públicos Federais), SINDPETRO
(Sindicato dos Petroleiros), AMS, CTB, Marcha Mundial de Mulheres, FUP
(Federação única dos Petroleiros), Ministério Público de Minas Gerais,
professores e alunos PUC-MG, PCR, PCB, Brigadas Populares, Ocupaçao
Dandara, SINDSAÚDE, Intersindical e RENAP (Rede Nacional de Advogados
Populares).
O ato foi vitorioso, pois todos/as presentes defenderam a reforma
agrária e se solidarizaram com o MST diante da tentativa de
criminalização por parte da grande mídia burguesa, e bancada ruralista
do congresso, todos/as reafirmaram a importância da ação na
multinacional CUTRALE, pois revelou ao Pais, a grilagem de terras
publicas.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Retrospectiva XIV Congresso Nacional do PCB: Fotos e fatos

QUINTA-FEIRA
Maria Antonia, do PC Cubano, destaca os 50 anos da revolução e agradece ao PCB por sua solidariedade
Também representante do Partido Comunista Cubano, Maria Antonia aproveitou a ocasião para agradecer “a solidariedade do Partido Comunista Brasileiro” para com a ilha revolucionária, no seminário “O olhar dos comunistas sobre a conjuntura internacional”, evento que precede o XIV Congresso do PCB.
Maria Antonia aproveitou a ocasião para lembrar os 42 anos do assassinato de Che Guevara, e reafirmar o exemplo do “médico, guerrilheiro, dirigente político” para os comunistas. E lembrou as dificuldades que Cuba enfrentou após a devastação dos furacões Ike e Gustav: o país perdeu cerca de 20% de seu PIB.
“Estamos dando prioridade absoluta ao crescimento da produção e dos serviços”, afirmou, para em seguida lembrar que “o bloqueio é o principal obstáculo ao desenvolvimento do país”. Mas nada que não possa ser solucionado por um povo educado e capaz: “Não temos petróleo (ainda), mas o principal fruto da revolução cubana, o nosso petróleo, é nosso ‘capital humano’”, comentou.
Antes da palestra da representante do PC Cubano, foi transmitido um vídeo com momentos marcantes desses 50 anos de revolução cubana, como o assalto ao quartel Moncada, a tomada do poder, a invasão à Baia dos Porcos, as tentativas de sabotagem e o terrorismo do imperialismo e, ainda, as dificuldades do chamado “período especial”, pós-queda da União Soviética, que confirmou ao mundo o vigor e a coragem tenaz do povo cubano em seguir construindo o socialismo.
SEXTA-FEIRA
DIA 9 DE OUTUBRO DE 2009 (sexta-feira)
A OFENSIVA IMPERIALISTA E AS MUDANÇAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA
10:00 às 13:00 hs, com os seguintes palestrantes:
- ARGENTINA – Solana López (PC Argentino – PCA)
- CHILE – Pablo Reimers (PC de Chile - PCCh);
- MÉXICO - Pavel Blanco (Partido dos Comunistas Mexicanos);
- PARAGUAI - Guillermo Verón (PC Paraguaio);
- PERU – Roberto de La Cruz (PC Peruano);
- Edmilson Costa (PC Brasileiro – PCB).
14:30 às 18 hs, com os seguintes palestrantes
- BOLÍVIA - Ignacio Mendoza (PC Boliviano - PCB);
- VENEZUELA - Carollus Wimmer (PC de Venezuela – PCV);
- COLÔMBIA – Nelson Raul Marulanda (PC Colombiano – PCC)
- Coordenadora Continental Bolivariana- Miguel Urbano Rodrigues (jornalista português);
- Ivan Pinheiro (PC Brasileiro – PCB).
Está aberto o XIV Congresso do PCB
Sexta-feira 09 de outubro de 2009, auditório da ABI, no Rio de Janeiro. Começava oficialmente o XIV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro, o PCB, e os militantes presentes sentiam: “É um momento histórico para o Partido”.
Seja pela representatividade da mesa, que abrigou representantes das mais variadas correntes políticas e movimentos sociais,seja pela expressiva presença de delegações estrangeiras, o ato de abertura deixava claro que o PCB vive seu melhor momento pós-racha com os liquidacionistas, o que também aumenta sua responsabilidade.
“Temos que ser merecedores dessa possibilidade de crescimento, não o conseguiremos por fatalidade histórica”, afirmou o secretário-geral do PCB, Ivan Pinheiro. Fato é que o PCB conseguiu, nas palavras do delegado do Partido Comunista da Venezuela, Carolus Wimmer, “construir pontes”, trabalhar com diferentes segmentos da esquerda para levar à cabo sua política, de construir o socialismo no Brasil sem deixar de olhar para as necessidades de nossos povos irmãos.
Agora que se consolidam os debates, iniciados há meses entre os militantes em suas bases, que os delegados ao XIV Congresso solidifiquem essas pontes, proletárias e internacionalistas. Bom trabalho a todos!
SÁBADO
XIV CONGRESSO: Delegados Aprofundam Debate
O sábado foi repleto de debates para os delegados presentes ao XIV Congresso do PCB. Divididos em grupos, os cerca de 300 camaradas aprofundaram as discussões em torno das teses encaminhadas pelo Comitê Central: O capitalismo hoje; Socialismo: balanço e perspectivas; e A estratégia e a tática da revolução socialista no Brasil.
Neste domingo, os participantes votarão os destaques apresentados pela Comissão de relatoria, e definirão a nova linha política do PCB.
Duas boas notícias foram dadas antes da formação dos grupos de discussão, durante a instalação da mesa que comanda os trabalhos do Congresso: o lançamento da revista teórica Novos Temas, do Instituo Caio Prado Jr.; e da Agenda 2010 da Fundação Dinarco Reis, que em suas páginas traz momentos vividos pelo PCB entre os anos de 1935 e 1947.
DOMINGO
XIV CONGRESSO: Delegados aprovam formação de frente anticapitalista e anti-imperialista
Os delegados presentes ao XIV Congresso do PCB aprovaram neste domingo,entre outros temas, a formação de uma frente anticapitalista e anti-imperialista para a construção da revolução brasileira.Os debates se aprofundaram ao longo de todo o dia e por pouco não adentraram a madrugada, mas o cansaço foi vencido pela determinação do plenário em deliberar sobre todos os itens em discussão.Nesta segunda-feira ocorre a eleição do Comitê Central que estará à frente do Partido nos próximos anos.
SEGUNDA-FEIRA
XIV CONGRESSO elege novo Comitê Central
O XIV Congresso do PCB se encerrou nesta segunda-feira, com a aprovação de moções e a eleição de um novo Comitê central que dirigirá o Partido nos próximos anos. E o novo CC se reuniu no mesmo dia para encaminhar a redação das resoluções congressuais.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Congresso Estadual do PCB Minas em foco: dois momentos históricos

Os delegados, suplentes, observadores e amigos e amigas do PCB (Partido Comunista Brasileiro) regressaram a pouco do seu XIV Congresso Nacional realizado na cidade do Rio de Janeiro. Estamos selecionando algumas fotos do congresso para que os companheiros que não puderam estar presentes neste que foi, sem dúvida alguma, um momento histórico na trajetória do PCB, que trará indubitáveis reflexos na luta dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país, possam observar o registro fotográfico produzidos pelos camaradas de Juiz de Fora, Rafael Pimenta e Luiz Carlos (Kaizim), que inclusive filmou o congresso e posteriormente o Partido produzirá um vídeo com estas e outras imagens. As teses do congresso, agora resoluções políticas, foram profundamente discutidas com qualidade, trazendo o olhar dos camaradas deste imenso Brasil, tão singular e ao mesmo tempo tão prisioneiro de um mesmo processo nefasto que transforma as particularidades em mercadorias, numa brutal lógica desumanizadora. Findo o congresso, estas resoluções serão aplicados de forma decidida e consciente pela militância comunista em todo o país.Porém, gostaríamos de registrar aqui dois momentos que marcaram, entre outros, a etapa estadual do Congresso do PCB em Minas Gerais. O primeiro diz respeito à presença da companheira Diva Moreira, liderança histórica do movimento negro brasileiro e uma das camaradas que construíram o Partido durante um período histórico e por razões políticas, em meio às disputas travadas pelos divisionistas derrotados de 92 e os revolucionários, que apesar de todas as dificuldades existentes mantiveram o Partido vivo, trilhou outros caminhos, mas que agora se faz presente em nosso meio, não como militante orgânica mas como uma ativista política que vê o PCB como aliado estratégico na construção da necessária transformação social, considerando-o em outro patamar político e organizativo. Este exemplo é apenas um, entre tantos companheiros e companheiras, lutadores sociais valorosos de todo o país que tomam em conta o PCB e seu atual programa como uma resposta concreta para a complexidade da revolução socialista brasileira.
O segundo momento é uma justa homenagem ao camarada Evandro Dantas, militante deste Partido há 70 anos, que nunca se afastou da construção do socialismo, apesar das lutas e conjunturas conturbadas e ditatoriais do seu tempo, e que veio a falecer dois meses antes do congresso nacional . Como muitos camaradas, Evandro é a síntese da resistência comunista deste bárbaro, porém rico de ensinamentos, século XX. Sua prática política e memória serão fonte de inspiração para todos os camaradas que seguirão firmes construindo a revolução socialista no século XXI. Na foto acima, observado pela filha de ambos, sua também aguerrida companheira Maria do Carmo, camarada do Partido há décadas, ela também uma imprescindível, como nos ensina Brecht, recebe das mãos da direção estadual, os camaradas Fábio e Túlio, uma placa simbólica, pois nos como disse Maiakovski, um comunista não busca estátuas em praça pública, mas a felicidade do seu povo trabalhador, e não foi outra coisa senão por isso que sempre lutou este gigante humilde, que nunca ocupou cargos de direção, mas foi o militante mais presente em toda e qualquer tarefa assumida.
Viva o camarada Evandro!
Viva o Partido Comunista Brasileiro!
Viva a Revolução Socialista Brasileira!
Daniel Oliveira
Base de trabalhadore(a)s em educação do PCB/MG
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Ato em defesa do MST e contra a criminalização dos movimentos sociais - 15 de Outubro

O resultado do Censo de 2006, divulgado recentemente, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas maiores de 2,5 mil hectares que somadas possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controlam 46% das terras brasileiras, sendo que no país, são mais de 90 mil famílias lutando por um pedaço de terra.
O Censo de 2006 também revelou outra verdade, de que a agricultura familiar é a maior responsável pela produção de alimentos destinados ao consumo da população brasileira. Os dados do IBGE apontam que, em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi à de soja com (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil e mais é responsável por 75% da mão-de-obra no campo.
Para mais informações:
Vanderlei (MST-MG)
31-9299-4764
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
XIVº Congresso Nacional do PARTIDÃO
O OLHAR DOS COMUNISTAS SOBRE A
CONJUNTURA INTERNACIONAL
AS PERSPECTIVAS DA LUTA PELO SOCIALISMO
Seminário Internacional
Promoção: Fundação Dinarco Reis, Partido Comunista Brasileiro (PCB) e União da Juventude Comunista (UJC)
na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) - Rua Araújo Porto Alegre, 71
DIA 8 DE OUTUBRO DE 2009 (quinta-feira):
OS COMUNISTAS FRENTE AO NEOFASCISMO NA EUROPA:
14:00 às 17:15 hs, com os seguintes palestrantes:
- ALEMANHA - Günter Pohl (PC Alemão - DKP);
- GRÉCIA - Nikos Seretakis (PC Grego – KKE);
- ESPANHA - Maria Dolorez Jimenez (PC dos Povos de Espanha - PCPE);
- FRANÇA - Daniel Antonini (Partido do Renascimento Comunista Francês – PRCF);
- PORTUGAL – Alexandre Pereira (PC Português – PCP)
- Antonio Carlos Mazzeo e Eduardo Serra (PC Brasileiro – PCB).
A RESISTÊNCIA DO POVO PALESTINO E AS CONTRADIÇÕES NO ORIENTE MÉDIO:
17:30 às 19:00 hs, com palestrantes das seguintes organizações:
- Frente Democrática de Libertação da Palestina - FDLP;
- Frente Popular de Libertação da Palestina – FPLP;
- Partido Comunista Libanês;
- Comitês de Solidariedade à Luta do Povo Palestino;
- Ricardo Costa (PC Brasileiro – PCB).
Ato Público: “50 ANOS DO TRIUNFO DA REVOLUÇÃO CUBANA – CONQUISTAS E DESAFIOS”
Palestra de Maria Antonia Ramos (PC Cubano – PCC).
8 de outubro, às 19:30 hs, também na ABI.
Promoção:
- Associação Nacional dos Cubanos Residentes no Brasil;
- Associação Cultural José Marti;
- Casa da América Latina;
Coordenação:
- Prof. Zuleide Faria de Melo (ACJM e PCB).
DIA 9 DE OUTUBRO DE 2009 (sexta-feira):
A OFENSIVA IMPERIALISTA E AS MUDANÇAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA:
10:00 às 13:00 hs, com os seguintes palestrantes:
- ARGENTINA – Solana López (PC Argentino – PCA)
- CHILE – Pablo Reimers (PC de Chile - PCCh);
- MÉXICO - Pavel Blanco (Partido dos Comunistas Mexicanos);
- PARAGUAI - Guillermo Verón (PC Paraguaio);
- PERU – Roberto de La Cruz (PC Peruano);
- Edmilson Costa (PC Brasileiro – PCB).
14:30 às 18 hs, com os seguintes palestrantes
- BOLÍVIA - Ignacio Mendoza (PC Boliviano - PCB);
- VENEZUELA - Carollus Wimmer (PC de Venezuela – PCV);
- COLÔMBIA – Nelson Raul Marulanda (PC Colombiano – PCC)
- Coordenadora Continental Bolivariana
- Miguel Urbano Rodrigues (jornalista português);
- Ivan Pinheiro (PC Brasileiro – PCB).
Convite
O PCB se sentirá honrado
com a sua presença no
Ato Público de Abertura de
seu XIV Congresso Nacional
09 de Outubro de 2009 (sexta-feira), às 18:30hs.
ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Auditório do 9° Andar, Rua Araujo Porto Alegre, 71.
rio de janeiro (RJ)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Mercedes Sosa PRESENTE!

"Ela viveu plenamente seus 74 anos, fez praticamente tudo o que quis, não teve nenhum tipo de barreira nem medo. Viveu uma vida muito plena, que foi dolorosa, pelo exílio", disse.
A cantora já havia sido hospitalizada em março deste ano, devido a um quadro de pneumonia e desidratação.
A saúde frágil da cantora a impediu de lançar oficialmente seu álbum duplo "Cantora", que traz participações de Caetano Veloso, Shakira e Joan Manuel Serrat, entre outros artistas.
Com uma carreira de mais de quatro décadas, Mercedes Sosa foi uma das vozes mais representativas da música popular argentina e da América Latina.
Acidente de trabalho na CSN
Segundo informações dos bombeiros que compareceram ao local, os seis homens montavam a estrutura de um transportador de correia, nome técnico de uma espécie de esteira que transporta minério, quando parte desta estrutura metálica desabou de uma altura de 20 metros levando junto os seis operários. Três deles morreram na hora e outros três ficaram gravemente feridos.
Morreram André Ferreira Dutra, de 29 anos, Leandro Francisco da Silva, de 24, e Carlos Alberto Pereira, de 47 e os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Conselheiro Lafaiete. Flávio Roberto da Silva, de 46 anos, Geraldo Magela Lourenço Ferreira, de 22 e Marcos Vinícius dos Santos, de 21 anos, ficaram gravemente feridos e foram encaminhados aos hospitais de Congonhas e BH.
O MAB, a Via Campesina e Sindicatos da região há muito vêm discutindo os riscos da expansão desenfrada de empresas mineradoras na região do Alto Paraopeba que ameaçam o meio ambiente e a vida das comunidades com a ganância da produção capitalista que valoriza o lucro acima de qualquer segurança para a vida humana.
O MAB manifesta solidariedade aos familiares dos trabalhadores e convoca a todos para a luta em favor da vida...
MAB/MG
(31) 3817 2303
domingo, 4 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
XIVº CONGRESSO DO PCB – RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA: ETAPA ESTADUAL

Contando com a presença de camaradas, amigos (as) e simpatizantes de várias cidades e regiões do estado de Minas Gerais a atividade foi marcada pelo aprofundamento das discussões contidas nas Teses e na Tribuna de Debates ao XIVº Congresso Nacional. Após várias rodadas de discussões e defesa de propostas a plenária elegeu uma delegação composta por 18 camaradas e seis suplentes que irão participar da etapa nacional.
A plenária também aprovou por aclamação a reeleição do Comitê Regional do PCB (recomposto em Março de 2009 durante uma Conferência Extraordinária de Organização).
Durante os trabalhos no sábado dia 19, os presentes renderam homenagem ao Camarada Evandro de Souza Dantas que faleceu no mês de agosto. A camarada Maria do Carmo e a filha de Evandro receberam uma placa em homenagem aos 74 anos de militância comunista.
Ainda neste final de semana, postaremos as fotos do evento.
É força, ação, aqui é o Partidão!
De norte a sul, e no país inteiro, viva o Partido Comunista Brasileiro!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Partidão!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Manuel Zelaya na capital de Honduras
Nota Política sobre o Pré-sal
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
XIVº Congresso do PCB - ETAPA ESTADUAL
domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Conferência Metropolitana do PCB Grande BH

Data: 05 de Setembro (sábado) Horário: a partir das 9: 00 horas da manhã até as 19:00 horas.
Secretário Político do PCB/MG
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
PerCeBer
Honduras: a revolução nacional-libertadora tardia
Ivan Pinheiro (*)
Os dias que passei em Honduras, na fraterna companhia de Amauri Soares e Marcelo Buzetto, serviram para consolidar as impressões que, desde o Brasil, expusera no artigo “Contra a manobra do pacto de elites”.
Definitivamente, o golpe não só contou como ainda conta com o apoio material e político do imperialismo estadunidense, que foi obrigado a dissimular sua participação em razão dos erros cometidos na execução do golpe, sobretudo o fato de o mundo ter sido surpreendido com a prisão e a retirada à força de Manuel Zelaya do país, sem uma satanização prévia.
O golpe em Honduras é parte do plano imperialista para tentar frear a ALBA e os processos de mudanças sociais na América Latina. Honduras fica entre a Nicarágua e El Salvador, vizinhos hoje governados por antigos movimentos guerrilheiros de libertação nacional, agora em versão moderada, que se desmilitarizaram nos anos 90: a Frente Sandinista e a Frente Farabundo Marti.
Além disso, o país possui grandes reservas não exploradas de petróleo, minério abundante e outros recursos naturais, além da base de Soto Cano, a mais importante e estratégica para os ianques na América Central. Zelaya é o detalhe do golpe, que é muito mais contra a ALBA, contra Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia e os dois vizinhos limítrofes.
Ao que tudo indica, está a ponto de se consumar o plano B que o império adotou a partir da repulsa mundial no início do golpe: a sua legitimação e, em seguida, legalização.
A cada dia que passa fica mais difícil a volta de Zelaya ao governo, ainda que apenas para presidir as eleições gerais de novembro com as mãos atadas, sem ALBA, sem Constituinte, nem mesmo o direito de se candidatar ao mais simples cargo eletivo.
Um dos mais importantes lances deste plano B se deu no dia 12 de agosto, quando os membros da Corte Suprema e do Tribunal Superior Eleitoral anunciaram oficialmente a manutenção das eleições gerais para o dia 29 de novembro próximo. Logo em seguida, simulando surpresa, o presidente golpista reconhece a decisão do judiciário, como se estivesse submetendo-se a um poder autônomo, ao “império da lei e da justiça, ao estado democrático de direito”.
Tudo isso em cadeia nacional de televisão. No horário nobre, como convém a uma boa novela. Em seguida, ainda ao vivo, Honduras ganha de quatro a zero da rival Costa Rica, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.
A sinalização é óbvia: até a posse do novo Presidente, em janeiro, Micheletti preside o país, o TSE realiza as eleições, a Corte Suprema as preside, as Forças Armadas as garantem e os observadores internacionais escolhidos a dedo as legitimam. Tudo para passar um ar de legalidade. Se assim for, Zelaya não volta nem para passar a faixa ao futuro Presidente.
No mesmo dia, em entrevista coletiva após uma cúpula do Nafta, entre sorridentes presidentes do Canadá e do México, Obama fez uma jogada de mestre, abandonando Zelaya à própria sorte. Aproveitando-se das ilusões alimentadas por este, de voltar ao poder por iniciativa dos EUA, Obama lavou as mãos, apontando a incoerência das pressões para que intervenha em Honduras por parte dos que pedem o fim da intervenção dos EUA nos países da América Latina.
No mesmo evento trilateral, Felipe Calderón – eleito presidente numa monumental fraude contra López Obrador - anuncia o reconhecimento do México ao governo Micheletti, seguindo o exemplo pioneiro do Canadá, cujas mineradoras transnacionais com sede no país ocupam quase um terço do território hondurenho. Para os que ainda não se deram conta de que o capitalismo brasileiro é parte do sistema imperialista, a mais poderosa dessas mineradoras tidas como canadenses (a INCO) foi recentemente comprada pela “nossa” Vale do Rio Doce.
Tudo indica que o núcleo duro da oligarquia e da cúpula militar que assumiu o governo em Honduras há mais de cinqüenta dias - agora falando grosso pelo decurso de prazo no poder - está com força para impor seu próprio projeto de pacto de elites para superar a crise e legitimar o golpe. Não só rechaçou as propostas conciliadoras feitas pelo Presidente da Costa Rica, como, em 10 de agosto, não recebeu uma delegação de chanceleres latino-americanos que, em nome da OEA, iriam a Tegucigalpa tentar mediar a crise. E olha que eram representantes apenas de governos moderados ou pró-imperialistas: Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, México e República Dominicana. Os golpistas só admitiram receber a Comissão da OEA no próximo 24 de agosto, ganhando mais duas semanas sem “mediações”.
Os golpistas conseguiram unificar todas as instituições e personalidades das classes dominantes: as cúpulas das Forças Armadas, da Igreja Católica, das entidades empresariais, do Judiciário, a grande maioria do Congresso Nacional, incluindo parlamentares do próprio partido de Zelaya, aliás o mesmo de Micheletti, o centenário Partido Liberal, uma espécie de PMDB hondurenho.
Esta unificação se expressa na mídia. Estão com o golpe todos os quatro jornais diários e, com a intervenção militar no canal 36 e a repressão a jornalistas independentes, todas as emissoras de televisão. Apenas uma estação de rádio ainda resistia, mas quando escrevo, deve estar fora do ar.
Creio que presenciamos em Honduras os momentos cruciais para o desfecho desta batalha, um capítulo da luta de classes que se expressa no país. Nos dias 11 e 12 de agosto, não por coincidência, chegaram ao auge a mobilização popular e a repressão. Sinto expressar a impressão de que os golpistas saíram mais fortalecidos dessas dramáticas 48 horas.
No dia 11, os protestos em Tegucigalpa, São Pedro de Sula e outras localidades envolveram quase cem mil manifestantes. Na capital, a marcha tentou ir até a Casa Presidencial, sede do governo federal, que fica num bairro de elite afastado do centro, sendo reprimida por um aparato de milhares de soldados da Polícia Nacional e do Exército. Na dispersão, como expressão da revolta popular, as pedras das mal calçadas ruas de Tegucigalpa se transformaram em armas contra símbolos do capital: as vidraças de bancos e redes multinacionais de comida rápida.
Na noite do dia 11, o governo retoma o toque de recolher. Na madrugada, veículos sem placa percorrem a capital com atiradores em trajes civis metralhando os dois principais locais de reunião da direção da Frente Nacional Contra o Golpe de Estado: as sedes do Sindicato dos Trabalhadores de Bebidas e da Via Campesina.
Na manhã do dia 12, quando nova manifestação pacífica se dirigia ao centro da cidade, para um protesto diante do Congresso Nacional, a repressão já havia montado um aparato impressionante, destinado a evacuar todo o centro da cidade com violência contra quem estivesse nas ruas, fossem ou não manifestantes.
Sou testemunha ocular de que o pretexto para justificar a violenta repressão foi montado por agentes provocadores que, numa ação combinada, simularam uma agressão e logo em seguida a proteção do Vice-Presidente do Congresso Nacional, um dos principais articuladores do golpe. Exatamente na hora em que passavam os manifestantes, ele saíra sozinho à porta do Parlamento em plena sessão legislativa. Estas cenas, algumas horas depois, foram exibidas à exaustão em todas as emissoras de televisão hondurenhas e possivelmente no mundo todo.
Na dispersão desordenada, grande parte dos manifestantes se dirigiu ao quartel general da resistência desde o início das mobilizações, o até então inviolável campus da Universidade Pedagógica, onde se realizam as Assembléias da resistência e se alojavam os militantes que moram fora da capital. Mas o campus já estava tomado pelas tropas, que sequer permitiram aos alojados retirarem seus pertences pessoais, cuja apreensão ainda serviu para manipular a “descoberta” de coquetéis molotov.
É impressionante a combatividade, a coragem e a determinação do povo hondurenho. É digna de registro a unidade das forças que impulsionam até aqui a resistência, organizadas na Frente Nacional Contra o Golpe de Estado, apesar das debilidades políticas, materiais e organizativas dos movimentos sociais e grupos de esquerda. Não fossem estas debilidades, a história poderia ser outra. Nos momentos seguintes ao golpe havia um conjunto de fatores que poderiam configurar uma situação pré-revolucionária.
Os sindicatos ainda não têm a força desejável, sobretudo na iniciativa privada, onde a greve geral não vicejou. Os agrupamentos revolucionários só agora estão se reorganizando, recuperando-se da desarticulação das décadas de 80 e 90, em função da derrota da luta armada, da repressão e da crise na construção do socialismo. Para se ter uma idéia, dois partidos que se reivindicavam comunistas se dissolveram naquele período e só agora alguns comunistas estão refundando o Partido.
Mas as classes dominantes, para além do Estado, possuem uma arma decisiva numa batalha como esta: a mídia, sobretudo a televisão. É por este meio que os golpistas conseguiram calar, enquadrar e cooptar a grande maioria da pequena burguesia, restringindo a resistência aos setores proletários e parte minoritária das camadas médias.
Com muita competência, diuturnamente, todos os canais de televisão legitimam o golpe e satanizam a resistência. Jogam com o medo, mostrando cenas de violência nas ruas, em que as tropas só atacam para se defender dos “violentos” manifestantes, chamados de bárbaros e terroristas. Jogam com o risco de se perderem empregos e negócios, por conta da paralisação de parte importante da economia do país. Jogam com o sentimento de autodeterminação, acusando a resistência de ser dirigida e financiada pela Venezuela e pela Nicarágua.
Todos os meios de comunicação se utilizam do mesmo padrão de manipulação. Os manifestantes são “vândalos, terroristas”; o golpe é uma “sucessão constitucional”. Não há qualquer debate na mídia eletrônica, em que haja espaço para o contraditório. Como aqui no Brasil, todos os “especialistas” chamados a comentar os fatos têm a mesma visão de mundo. A manipulação midiática não é apenas o que noticiam, mas também o que não noticiam. A solidariedade internacional não é conhecida pelo povo hondurenho. Zelaya tem sido satanizado como um meliante político, que queria rasgar a Constituição, a serviço de Hugo Chávez. Nesta fase de legitimação do golpe, o noticiário sobre Honduras vai sumindo na mídia mundial.
Confesso que foi impossível resistir à atração de vivenciar pessoalmente os confrontos do centro da cidade, ao lado dos manifestantes e do povo, para ajudar no que fosse possível. Confesso que foi difícil reprimir o impulso que as mãos suplicavam, quando as pedras me olhavam do chão.
A ofensiva da direita pode levar a um natural refluxo do movimento de massas, sobretudo face ao cansaço, à falta de resultados, ao isolamento social e, de uns tempos para cá, a uma certa desconfiança sobre a determinação de Zelaya. Ainda por cima, a mídia legitimou a repressão, o que dá ao governo golpista mãos livres para radicalizar mais nas próximas escaramuças.
Há muitos indícios de que o imperialismo já selou o destino de Zelaya: a possibilidade de uma volta ao país, “anistiado”, após a posse do novo Presidente. Não há qualquer sinal da saída de Micheletti antes disso, nem com a assunção de um tertius para disfarçar o golpe. Se um fato novo não ocorrer, Micheletti passa a faixa para o novo Presidente, em janeiro, certamente um cidadão “ilibado, acima das classes, de união nacional”, ou seja, da absoluta confiança do imperialismo e das classes dominantes locais.
Sinceramente, gostaria de trazer de Honduras avaliações diferentes.
Um exemplo deste plano é que, em 13 de agosto, partiu de Honduras para os EUA uma comissão de “notáveis” indicados pelo governo golpista, para explicar as razões do golpe ao Departamento de Estado, a convite deste. Lembram-se do compromisso de Obama de não receber delegações do governo golpista?
Os golpistas estão trocando os representantes diplomáticos hondurenhos no mundo todo, como a Cônsul Gioconda Perla, do Rio de Janeiro, que ficou fiel a Zelaya. Salvo os que aderiram ao golpe. Preencheram todos os cargos federais. O governo funciona a pleno vapor. As estradas estão sendo desobstruídas, para escoar a circulação de bens e a exportação, reativando a economia. Os defensores de Zelaya na elite política se calaram, com raras exceções. O caso mais emblemático do oportunismo político é do Embaixador hondurenho no Brasil, que havia sido nomeado por Zelaya. Como já sentiu para onde os ventos sopram, simulou uma internação por problema cardíaco no dia da chegada de Zelaya em Brasília, quando este foi recebido pelo Presidente Lula.
Como se vê, vai de vento em popa a tática da legitimação do golpe, ajudada pelo quase fim do mandato de Zelaya e, agora, por uma agenda eleitoral que dominará a cena política hondurenha daqui a poucos dias. Para se ter idéia do processo eleitoral, haverá mais de 20.000 candidatos a cerca de 2.850 cargos (Presidente, Deputados, Prefeitos, Vereadores), inclusive do único Partido considerado de esquerda entre os cinco registrados, o social democrata UD (Unificación Democrática), que tem seis Deputados - nem todos participando publicamente da resistência - numa Câmara de pouco mais de cem.
A partir deste 31 de agosto, os partidos e os candidatos registrados já poderão divulgar suas campanhas em matérias pagas, inclusive na televisão. Isto mudará a pauta nacional.
Aliás, a participação ou não no processo eleitoral pode ser um fator de divisão da Frente contra o golpe, que reúne a Unificación Democrática e o Bloque Popular, em que se encontram as organizações sociais e políticas mais à esquerda. A UD já lançou publicamente um candidato a Presidente, enquanto o Bloque Popular defende a não participação nas eleições, com o argumento de não legitimar o golpe.
Enquanto isso, Zelaya, num comportamento pendular, abandonou seu posto em território nicaragüense, em Ocotal, na fronteira com seu país, de onde anunciara que iria comandar pessoalmente a resistência popular, exatamente nos dias 11 e 12 de agosto, para os quais estava convocada a jornada de luta. Nesses dias, Zelaya optou por um giro pela América do Sul, visitando o Brasil e o Chile, para sinalizar uma inflexão do eixo Chávez/Ortega para Lula/Bachelet.
Mas já ontem o presidente deposto havia voltado ao seu posto na fronteira, de onde divulgou ao povo hondurenho um comunicado conclamando à manutenção da luta de resistência contra o golpe e ao não reconhecimento do processo eleitoral convocado, nem dos seus resultados. E as manifestações continuam, ainda que com participação menor. Neste domingo, haverá um grande concerto musical contra o golpe.
Em verdade, mesmo assim, parece chegar ao fim um dos últimos capítulos da ilusão da revolução nacional-libertadora, que já há algumas décadas passou do prazo de validade.
Zelaya, eleito por um partido da ordem, representava o que ainda resta de setores da burguesia hondurenha, pequenos e médios empresários, que têm algum nível de contradição com o imperialismo. Sua aproximação com a ALBA e a Petrocaribe não tinha um sentido de transição ao socialismo, ainda que o difuso “socialismo do século XXI”. Tratava-se do interesse desses setores não monopolistas da burguesia hondurenha de fazer crescer o mercado interno e ter acesso ao mercado dos países da ALBA. Para isso, precisavam nacionalizar algumas riquezas nacionais, participar de uma integração não imperialista para importar petróleo e outros insumos mais baratos e mitigar as injustiças para aumentar o poder de consumo popular, através de políticas compensatórias e aumento do salário mínimo.
A realidade está mostrando que estes setores residuais da burguesia não têm a mínima condição de disputar com os setores monopolistas. Na fase imperialista do capitalismo, ainda mais em meio à sua crise, a hegemonia no Estado burguês pertence aos segmentos associados aos grandes monopólios. Quem manda em Honduras são os bancos, o agronegócio, os exportadores de matéria prima, e as indústrias maquiadoras voltadas, como no caso da Nike, para o mercado externo.
Mas em Honduras, nada será como antes, principalmente a esquerda e sua vanguarda. Amadurecem e formam-se nesta legendária luta milhares de militantes e quadros. O comando da Frente, em especial do Bloque Popular, já ajustou corretamente a linha política e a organização popular às necessidades desta nova fase da luta. A bandeira da convocação da Constituinte, livre e soberana, com ou sem Zelaya, é um dos eixos políticos principais. Em Assembléia neste domingo, a resistência resolveu priorizar a organização popular, a partir das bases.
A grande lição que os militantes hondurenhos aprenderam é que os proletários só podem contar com eles próprios. Para grande parte desta heróica vanguarda, acabaram-se as ilusões em alianças com a burguesia, nas possibilidades de humanização do capitalismo e de transição ao socialismo nos marcos da institucionalidade burguesa.
E a certeza de que não bastam as pedras de Tegucigalpa.
* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB.
Rio, 19 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Dia Nacional de Lutas!
Os dados aparentes da indústria e da economia indicam uma tendência de recuperação econômica. Grande parte dessa recuperação se deve aos incentivos do governo, que beneficiou bancos, montadoras de automóveis e grandes construtoras. Os indicadores de emprego apresentam alguma melhora. No entanto, os empregos criados são de menor remuneração. Os capitalistas aproveitaram o ambiente de crise para fazer o seu ajuste. Demitiram, recontrataram com menores salários e retiraram direitos. Ou seja, a crise continua.
Partido Comunista Brasileiro - PCB
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
DEMOCRACIA, SENADO E O PODER POPULAR!
Só o Poder Popular fará avançar a democracia!
(Nota Política do PCB)
Nas formações sociais capitalistas, a disputa pelo poder político, seja no executivo, no legislativo e mesmo no judiciário, por vias indiretas, se manifesta, principalmente, nas ações e interesses da classe dominante, com o apoio direto dos meios de comunicação privados, que traduzem a realidade conforme a ótica burguesa.
Os grandes grupos econômicos injetam volumosos recursos financeiros nos partidos da ordem. Destes, alguns se apresentam com linha política e base ideológica mais definida, voltada para a ordenação da sociedade pelos preceitos liberais e visando favorecer a acumulação capitalista. Outros se propõem a representar interesses privados mais localizados. As leis eleitorais reforçam o sistema, protegendo e viabilizando os grandes partidos burgueses e dificultando ao máximo a organização e a ação dos partidos e organizações formados por representantes e segmentos das classes trabalhadoras.
Se a Câmara dos Deputados representa de forma um pouco menos distorcida o conjunto da sociedade (com o voto proporcional dos eleitores), o Senado, com três representantes por estado, independentemente do seu tamanho, reforça os segmentos mais conservadores.
A contrapartida oferecida pelas representações parlamentares burguesas é o atendimento dos interesses privados, que se fazem representar diretamente ou por meio de pressões organizadas (lobbies). Os meios para o exercício do poder, por estes grupos, cobrem desde os procedimentos legais e formais da apresentação e aprovação de leis de seu interesse até o uso de esquemas diversos de corrupção (que, por sua vez, vão da compra de votos à apropriação privada de recursos e patrimônio públicos).
No Brasil, a prática da usurpação do patrimônio público por interesses privados vem desde a Colônia e se mantém até o presente na ação dos grandes latifundiários, dos chamados “coronéis” que compram votos com grande facilidade. Esta prática se estende aos “capitães da indústria” e aos grandes banqueiros. Os longos períodos de ditaduras contribuíram também para o enorme distanciamento entre a estrutura política representativa e a maioria da população, além de enfraquecer – muitas vezes com prisões e assassinatos – as representações políticas dos trabalhadores.
A saída imediata de José Sarney da presidência do Senado será, sem dúvida, um passo importante para a moralização daquela casa legislativa. Mas é preciso ir adiante. Sem qualquer ilusão de que seja possível chegar-se a uma democracia plena no capitalismo, é urgente avançar na legislação eleitoral para que a maioria da população – os trabalhadores – esteja melhor representada no sistema político.
Defendemos a mais ampla liberdade de organização partidária, o financiamento público das campanhas eleitorais, o voto em listas, a abertura dos espaços legislativos para o controle e a participação direta das diferentes entidades representativas da sociedade. O fim do Senado, com o fortalecimento de um Congresso unicameral e a construção do Poder Popular – eleito diretamente pela população em cada região – são medidas essenciais para o aprimoramento da democracia dos trabalhadores.
O PCB entende que estes avanços só poderão ser conquistados com muita luta, com a maior organização dos trabalhadores, no bojo da luta maior – a luta de classes – no caminho da construção revolucionária do Socialismo.
PCB – Partido Comunista Brasileiro
Agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
BELO HORIZONTE - 12 DE AGOSTO - 16 HORAS
que compreendem a importância da solidariedade internacionalista. PCB é contra presença militar dos EUA na América Latina

NÃO À INSTALAÇÃO DAS BASES MILITARES DOS EUA NA COLÔMBIA!
O governo democrático e popular de Rafael Correa recusou-se a renovar a permanência dos militares estadunidenses em seu país, em respeito à decisão aprovada na reforma constitucional referendada pelo povo equatoriano em setembro de 2008. A atitude de Correa também foi uma resposta à ação terrorista contra as FARC, montada a partir da base de Manta, sob comando dos EUA e com apoio de Uribe, responsável pelo assassinato do dirigente revolucionário Raul Reyes.
A Colômbia passará a ser ocupada oficialmente pelos EUA através de sete bases militares, conforme anunciado pelo general James Jones, assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama. Se depender do desejo de seu ditador de plantão, os colombianos perdem em definitivo a soberania de parte de seu território, oficializando, assim, a condição do país de mera base de operações e cabeça de ponte do imperialismo no hemisfério sul.
As bases militares, que serão usadas pelo Exército, a Marinha e a Aeronáutica dos EUA, servirão para que as forças armadas ianques, a partir do território colombiano, vigilância e controle militar e aéreo sobre os próprios colombianos e os povos da América Latina e do Caribe e, possivelmente, até sobre nações da África banhadas pelo Oceano Atlântico, que ficarão sob o poder de fogo da aviação norte-americana.
Há algumas semanas, o embaixador estadunidense na Colômbia, William Bronfield (cérebro da operação militar de dezembro de 1989, realizada para resgatar o ditador Noriega, aliado dos EUA no Panamá, à custa de cerca de dois mil civis mortos), confirmou tratar-se da transferência da base de Manta para a Colômbia. A subserviência do governo colombiano é tanta que um dos pontos do acordo prevê a total impunidade dos militares e civis estadunidenses perante a justiça local. No Equador, 300 norte-americanos jamais puderam ser julgados, mesmo tendo cometido delitos como roubos e homicídios.
O objetivo do plano é que as bases militares possam servir como ameaça permanente aos “perigosos” países vizinhos, como o Equador e a Venezuela, onde processos eleitorais associados a movimentos sociais marcados por intensa participação popular conduzem a importantes transformações socioeconômicas, responsáveis pelo enfrentamento à burguesia e pelo progressivo controle sobre o antes intocado poder do capital nestes países. As ações militares, mais uma vez sob o falso argumento de ampliar a guerra contra o narcotráfico e de atacar o “terrorismo” – isto é, as guerrilhas e as lutas das massas contra o capitalismo, serão dirigidas, centralmente, contra populações em toda a América Latina, do Pacífico ao Caribe.
Desde a década de 1980, em nome da pretensa guerra contra as drogas, os governos dos EUA financiam, treinam e armam tropas colombianas para o combate às guerrilhas formadas a partir da grande revolta popular de 1948, El Bogotazo (que desencadeou inúmeros conflitos sociais entre 1948 e 1953, período conhecido como La Violencia, quando morreram 180 mil colombianos). A estratégia de ocupação foi ampliada com o Plano Colômbia, em 2000, visando o combate às FARC, que passaram a dominar grande parte do território colombiano. Mas, fundamentalmente, aumentava-se a presença norte-americana em uma região de grande interesse geopolítico, por sua posição estratégica e pela riqueza em recursos minerais e energéticos, como petróleo, gás e carvão.
Está claro que a iniciativa do governo de Obama faz parte da política imperialista, que, em favor dos interesses das corporações e da indústria bélica estadunidense, mantém seus tentáculos mundo afora. A face moderada de Obama busca ofuscar a política do big stick. Mas a máscara começa a cair, pois o silêncio sobre o massacre israelense na Faixa de Gaza, o recrudescimento da guerra no Afeganistão, a manutenção da ocupação do Iraque, as ameaças veladas ao Irã e ao Paquistão, assim como o apoio ao golpe civil-militar em Honduras, demonstram que as ações do imperialismo, unindo os interesses econômicos das transnacionais à ameaça constante da guerra, continuam mais vivas que nunca. Na América do Sul, à reativação da IV Frota na costa sul-atlântica vem somar-se agora o projeto de instalação de bases militares na Colômbia.
O PCB repudia o acordo criminoso entre Obama e Uribe, denunciando a iniciativa como uma ameaça concreta à paz e à convivência fraterna entre os povos do nosso continente. Conclamamos as forças de esquerda, democráticas e populares em nosso país a prestar solidariedade ativa aos trabalhadores e movimentos sociais em luta em toda a América Latina e ao protesto organizado contra mais esta ação agressiva do imperialismo estadunidense.
PCB – Partido Comunista Brasileiro
Comitê Central - agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
América Latina urgente: Contra a estratégia estadunidense de cercar os governos populares latinos com bases bélicas
Informes indicam que antes do fim do mês os Estados Unidos farão um acordo com o governo colombiano mediante o qual se distribuirão tropas estadunidenses em, pelo menos, sete bases do país andino. O ministro de Defesa, o general Freddy Padilla, anunciou que o acordo terá uma duração inicial de 10 anos. A principal instalação militar é Palanquero, a apenas cem quilômetros de Bogotá, às margens do rio Magdalena. As tropas estadunidenses também operarão desde a base de Apiay nas planícies orientais da Colômbia assim como em Barranquilla, na base Alberto Puowels, na costa do Caribe.O acordo militar entre os dois países inclui visitas de navios de guerra estadunidenses aos portos de Málaga, no Pacífico, e a Cartagena, no Caribe. Os líderes militares colombianos dizem que os novos acertos permitirão aos Estados Unidos recolocar a base que opera em Manta, instalada no norte do Equador. Washington tem um total de 220 efetivos que faziam oito voos diários. Manta tem servido para identificar barcos e aviões sobre o espaço aéreo da Colômbia e outros países da região.
O acordo, que permitirá aos Estados Unidos ocupar a Colômbia por dez anos, também estenderia o pacto atual para aumentar a presença de até 1400 soldados e assessores militares estadunidenses em território colombiano.
A base de Palanquero se abriu a operações estadunidenses em abril de 2008. Em 1998 um helicóptero que operava desde Palanquero bombardeou uma comunidade ao norte de Bogotá matando 17 pessoas. O incidente foi encoberto até que os grupos de defesa dos direitos humanos obrigaram o governo colombiano a admitir a responsabilidade das Forças Armadas no massacre.
Na capital estadunidense o Congresso está a ponto de aprovar o investimento de 46 milhões de dólares na ampliação de Palanquero. Atualmente Palanquero conta com uma pista aérea de 3500 metros de longitude, dois hangares, e aloja a divisão mais importante da Força Aérea colombiana.
A embaixada dos Estados Unidos em Bogotá nega-se a fazer declarações. O embaixador William Brownfield apontou há pouco que os Estados Unidos não investiriam na construção de novas bases. Ao contrário, disse, seu país somente fará uso e modernizará as instalações já existentes na Colômbia. Brownfield era embaixador dos Estados Unidos na Venezuela em 2002 quando a conspiração para derrubar o presidente Hugo Chávez fracassou. Washington não negou sua participação nesse golpe frustrado pelo povo venezuelano.
A Colômbia atualmente é o país mais comprometido com as políticas estadunidense de "contenção" na América do Sul. Seus vizinhos imediatos, Venezuela e Equador, têm sido objeto de constantes provocações tanto por Bogotá como por Washington. O aumento significativo de militares estadunidenses na Colômbia criará ainda mais tensões entre os países da região com Bogotá. Segundo declarações de um militar colombiano a uma agência de notícias dos Estados Unidos, o Pentágono (Departamento de Defesa) pretende converter a Colômbia em um "centro de operações" para suas operações militares. Os que se opõem no Congresso dos Estados Unidos à ampliação da presença de seu país na Colômbia estão preocupados pelos efeitos que terá esta política intervencionista na região. Ademais, aos Estados Unidos não convêm, dizem, comprometer-se mais nos conflitos internos da Colômbia.
O cenário colombiano se assemelha muito ao Vietnã de 40 anos atrás, quando os Estados Unidos enviaram tropas a esse país para logo depois atacarem aos países vizinhos da Indochina (Laos e Camboja). Neste caso os Estados Unidos poderiam estar pensando na Venezuela e Equador, aproveitando para repetir uma invasão-castigo feita ao Panamá.
Apesar do hermetismo, o documento oficial do Pentágono, "Estratégia para uma rota global" oferece algumas pistas sobre as intenções dos Estados Unidos. O documento foi apresentado em abril de 2009 na base aérea de Maxwell, no Alabama, Estados Unidos. O documento diz que Palanquero pode servir como uma "base para a segurança cooperativa" de onde se poderiam "executar operações móveis". Em outras palavras, se converteria em uma plataforma para realizar operações militares na região. Segundo o mesmo documento, "a metade do continente pode ser coberto desde Palanquero por um transporte militar C-17 sem ter que reabastecer-se".
Tanto o senador opositor colombiano, Gustavo Petro, que qualificou este plano como "uma violação da soberania", como o candidato à Presidência, Rafael Pardo, se opõem aos planos de Bogotá e Washington. Pardo, que está em campanha para as eleições de 2010, se queixa do segredo e da natureza provocativa de uma presença militar dos Estados Unidos na Colômbia. Segundo Petro, "o que busca o acordo é ter tropas estadunidenses na Colômbia. Um país soberano deve respeitar-se pelo fato de que só as tropas colombianas são as que têm direito de estar na Colômbia".
O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, que viajou a Washington para defender o projeto em uma Comissão do Senado desse país, assegurou que as operações militares dos Estados Unidos não penetrariam o território de outros países sem a permissão correspondente. "Se trata de um acordo entre Bogotá e Washington que cobre somente o território colombiano". O presidente colombiano, Alvaro Uribe, tem declarado muitas vezes que suas tropas cruzariam todas as fronteiras para defender seu país. Assim o tem feito em múltiplas ocasiões na Venezuela, Equador e Panamá. As declarações de Bermúdez parecem não coincidir com a história recente de agressões colombianas aos países vizinhos.
Atualmente os Estados Unidos mantêm algo em torno de 600 efetivos e assessores militares na Colômbia. Os "auxiliares" estadunidenses estão incrustados nas divisões do Exército colombiano, têm seus próprios escritórios e têm treinado a milhares de oficiais desde 2000.
- Marco A. Gandásegui, hijo, é docente da Universidade do Panamá e investigador associado do Centro de Estudos Latinoamericanos (CELA) Justo Arosemena.
Original em http://marcoagandasegui.blogspot.com Maiores informações: http://alainet.org
(traduzido por Roberta Moratori)
sexta-feira, 31 de julho de 2009
PEDRO MUNHOZ EM SABARÁ - VEJA AS FOTOS DA APRESENTAÇÃO
OLHA O ANDOR DO SANTO,
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Pedro Munhoz dia 30 de Julho Quinta-feira - Barroco 2 - Sabará/MG
Já se vão três décadas desde as primeiras lições de violão. De lá para cá muita coisa mudou para o menino nascido em Barra do Ribeiro-RS, às margens do rio Guaíba, que um dia deixou tudo e partiu. Ganhou o mundo e as canções.
Começou a compor ainda na escola, em 1977. Depois vieram os festivais estudantis, os conjuntos de baile, os bares e as andanças. Muitas andanças. Queria falar da vida, das pessoas, do mundo e seus dramas. Nos primeiros anos vivendo em Porto Alegre, dividia-se entre trabalhar para sobreviver e buscar espaço para mostrar suas canções. Mas a cidade não tinha olhos para aquele menino do Interior. Era pedir demais num período de muitos estilos, influências e apelo comercial. Nada diferente de hoje.
Aos poucos foi construindo seu caminho, sem perder o estimulo e a coerência. Na bagagem influências que passam pela musica regional, cigana, ao gosto erudito, sobretudo por Bach e Vivaldi. Das milongas, chacareras e zambas do mestre Atauhalpa Yupanqui, às cantigas catingueiras e medievas de Elomar. De Noel Guarani a Vital Farias. Pedro Munhoz é um menestrel, um bardo, um trovador, resistindo, contrapondo-se a um tempo de desvalores, onde a vida vale pouco ou quase nada.
Possui quatro trabalhos discográficos independentes (ver: www.pedromunhoz.mus.br), tendo recentemente gravado o 5º CD, intitulado, C´aminhador. Percorre o país realizando recitais em escolas, universidades, sindicatos, salas de concerto, teatros e onde quer que estejam pessoas para ouvir o seu canto e suas histórias de eterno caminhante. Defensor inconteste da reforma agrária, da ecologia e direitos humanos, mantém contato permanente com os movimentos sociais. Atuou em 2003 e 2005 nas edições respectivas do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre e inúmeros eventos em mais de vinte anos de carreira. Com um perfil artístico engajado já se apresentou em países como Uruguai, Canadá, Cuba, França, Chile, Itália, México Guatemala, Portugal, Espanha, Venezuela, entre outros. Ja dividiu o palco com artistas como: Belchior, Xangai, Vicente Feliú (Cuba), Silvio Rodriguez (Cuba), Fabio Paes, Numa Moraes (Uruguai), Daniel Viglietti (Uruguai), Victor Batista, Chico César, Pereira da Viola, entre outros.
(Praça Santa Rita, s/n - Centro)
Charles Anderson - assessoria
www.pedromunhoz.mus.br
pedromunhoz-ocantardeumtrovador.blogspot.com/
fone: 053 - 9111 - 9422
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Zelaya já está em território de Honduras
Marcha pela Reforma Urbana!
domingo, 5 de julho de 2009
Ditadura de Honduras ameaça Nicarágua
Poucos dias depois de um golpe de estado que tem sido repudiado pelo povo nas ruas e pela comunidade internacional em peso, Honduras emitiu para a vizinha, Nicarágua, uma nota em tom de ameaça, baseada em acusações infundadas. Trata-se de um comportamento típico de regimes que buscam apoio popular, inventar um inimigo externo, nesse caso colocando em risco toda a já instável América Central.A disposição violenta dos golpistas hondurenhos já está provada, pois nesse Domingo, 5 de Julho, mandaram abrir fogo contra uma multidão, matando três pessoas. Uma guerra seria ótima desculpa para multiplicar a repressão interna e aniquilar os inimigos políticos.
Em outras palavras – esses golpistas são perigosos para os hondurenhos e para os vizinhos, de forma que devem ser derrubados. Para isso só falta uma dissidência nas forças armadas. Qualquer parte da tropa que se rebelasse e manifestasse apoio ao Presidente Zelaya selaria o destino desse golpe desesperado. É estarrecedor ver forças armadas tão distantes do povo, tão incapazes de se rebelarem contra comandantes tiranos.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Vitória na UEE de Minas Gerais
Notem a importância histórica dessa vitória! É a possibilidade de desaparelhar uma reconhecida, embora inativa, entidade estadual. São as entidades de base que escreverão o próximo estatuto da UEE, e a única forma já conhecida de os estudantes universitários controlarem suas entidades é o poder exatamente das entidades de base – a fórmula é simples, pois nos foi ensinada pela Comuna de Paris, pelos Soviets, pelas Comunas Chinesas etc. Eis:
Em cada cidade, na proporção acertada, as entidades de base, que existem uma por curso no máximo, devem ter em mãos pelo menos um diretor da UEE, a quem devem indicar e depor ao seu bel prazer, em reuniões periódicas. Assim, teremos a base controlando a UEE. Teremos a UEE enraizada na base. Teremos a UEE espalhada por todo o estado. Teremos diretores da UEE falando nas rádios de cada cidade dessas. Teremos reuniões frequentes das entidades de base, que estarão também fortalecidas por esse poder de propaganda. As reuniões da UEE serão uma via de mão dupla, hoje inexistente – para lá os diretores carregarão as demandas locais, e de lá carregarão de volta os problemas estaduais, nacionais e internacionais, unificando os estudantes a nível estadual.
O aparelhamento pela UJS assim desapareceria, e nenhuma força seria capaz de aparelhar a entidade, pois nenhuma tem nem um décimo das entidades de base em mãos. Teríamos partidos livres dentro de uma entidade livre.
Obs: Esse artigo e o anterior são de minha responsabilidade pessoal, pois as notícias são frescas, ainda não se reuniu para debatê-las, e por outro lado, nos dois casos, cada segundo deve ser aproveitado.
Alex Lombello Amaral - secretário de agitação e propaganda.
domingo, 28 de junho de 2009
Honduras: Prova de que Obama é tão imperialista quando Bush
Ao mesmo tempo, embora não passem de lacaios, os golpistas de Honduras devem ser combatidos. Os democratas, que são de fato sempre quase somente os socialistas, pois cada vez mais o capitalismo é completamente anti-democrático, devem tomar todas as precauções para salvarem o máximo de vidas, preparar o contra-ataque com eficiência e não hesitarem em punir aos golpistas como merecem. Não devem deixar que suas forças sejam liquidadas, isso é o essencial, pois feito isso a vitória é certa.
O presidente Hugo Chavez merece todo o nosso apoio, pois desde já levantou sua voz firme em defesa da democracia e do povo decente de Honduras (entre os quais já não se incluem os capitalistas, que se rebaixaram a golpistas). Bolívar tem o sucessor que merece. A Venezuela surge no cenário internacional como uma irmã brava e poderosa. Todo nosso apoio a qualquer ação venezuelana.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Contra a MP 458, em defesa da Amazônia
A Medida Provisória 458 legaliza o roubo, ao decretar o aumento de tamanho das áreas passíveis de regularização. Ela regulariza, sem licitação, áreas da Amazônia Legal que possuem até 1.500 hectares e cujas posses sejam anteriores a dezembro de 2004. As grandes propriedades podem ser adquiridas por meio de licitação, sendo garantido ao ocupante (ou seja, o grileiro) o “direito de preferência”. A MP ainda estabelece que as posses podem ser pagas em até 20 anos!
Sob o argumento oficial de legitimar os pequenos posseiros e combater a criminalidade, o ato do governo favorece justamente os que se apropriaram impunemente de grandes extensões de terras públicas. Valida, assim, a grilagem e contribui grandemente para a aceleração do desmatamento da Amazônia, aprofundando a tendência verificada neste governo de descaracterização da legislação ambiental e de mutilação do código florestal para beneficiar empreendimentos capitalistas, como o latifúndio e o agronegócio.
O grande problema da Amazônia sempre foi a questão fundiária. Foi exatamente a ausência de uma política definida anteriormente que permitiu a ocupação desordenada, o crescimento de uma pecuária de baixíssima produtividade (2 cabeças por hectare enquanto a média nacional é de 7) e de uma extração de madeira que corresponde a 35% do PIB de Rondônia. Agora o governo Lula e o Congresso Nacional, mais uma vez demonstrando de que lado estão na luta de classes, resolvem a questão em favor dos grandes proprietários e do capital.
O PCB, uma vez mais, se posiciona pela vida e contra o capital e se coloca ao lado dos movimentos sociais e ambientalistas, dos povos originários e trabalhadores da Amazônia, em defesa de uma reforma agrária sob controle popular, assim como de uma nova política agrícola voltada à vida e não ao lucro, uma política de autossustentação ecológica que trate o patrimônio ambiental como recurso indispensável à vida e não matéria prima para o lucro privado das corporações capitalistas.
PCB
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO
Comissão Política Nacional
JUNHO DE 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Aécio contra a liberdade de expressão e imprensa
Filme de oito minutos que estreiou em Maio na Inglaterra e há poucas semanas nos Estados Unidos. É um documentário sobre as perseguições movidas pelo Palácio da Liberdade contra jornalistas. Notem que não chega nem a citar o famoso caso do Cajuru, que foi demitido, perdeu a rádio que tinha e sumiu da mídia por perseguição política.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Mais de 3.500 servidores públicos de BH tomam as ruas da capital mineira

As onze horas os segmentos, irmanados, sairam em caminhada rumo à prefeitura. A indiganação de todos e o constante descaso desta gestão com os servidores públicos em momento algum foi esquecido. Na entrada da prefeitura os servidores da prodabel, departamento responsável pela informatização do município, e os trabalhadores e trabalhadoras em educação das cidades de Contagem e Neves já nos esperavam.
Enfim, todos e todas na avenida Afonso Pena: 3.500 trabalhadores e trabalhadoras da Grande BH manifestando suas pautas reivindicatórias e sua certeza em um futuro mais justo e igualitário.
Meio-dia o desfile popular, mais comovente do que centenas de apoteoses, se encerrou, mas não sem antes dar o seu recado em alto e bom som: trabalhador na rua, Lacerda a culpa é sua!
Daniel Oliveira - Corrente Sindical Unidade Classista/Intersindical
terça-feira, 2 de junho de 2009
Multinacionais provam apoio do povo cubano à revolução
O Google e a Microsoft acabam de provar o apoio do povo cubano à revolução! Ambos proibiram o acesso ao Messenger e ao Google Wave a partir de Cuba.Ora, esses programas são de bate-papo, ou seja, usados pelos cidadãos, não pelo governo. Se o governo revolucionário não tivesse apoio popular, teria o interesse de restringir o uso pelo povo, pois esse o desmentiria para o mundo todo! Contudo, é o contrário - as multinacionais capitalistas é que estão tentando bloquear a voz do povo cubano.
O que temem que esse povo diga ao resto do mundo?
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Comunistas precisam denunciar GDK no Brasil todo!
De longe, onde estamos, a única maneira de combater esse atrevimento fascista é denunciando ao ponto de despertar parte da opinião pública, tornando a situação da GDK insustentável por meio de movimentações políticas.
Clique aqui para ler a reportagem do Brasil de Fato sobre o assunto.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Polícia de Aécio Neves ataca seis acampamentos Sem Terra
Na segunda-feira (18/5), a Polícia Militar (PM) de Minas Gerais, após vários dias de pressão e ameaças contra os Sem Terra, despejou 98 famílias de quatro acampamentos localizados no município de Campo do Meio, no sul de Minas Gerais. Foram despejados os Sem Terra dos acampamentos Sidney Dias, Irmã Dorothy, Tiradentes e Rosa Luxemburgo.
Parte das famílias se refugiaram em outros acampamentos do MST, também instalados no latifúndio da ex-Usina Ariadnópolis. Cerca de 40 famílias foram acolhidas no assentamento 1º do Sul, na ex-fazenda Jatobá - local que hoje não só representa direito de acesso à terra e à dignidade, mas também o quanto a Reforma Agrária é produtiva: por ano, são 1.600 sacas de café, 1.200 litros de leite por dia, proteção às matas e nascentes de água e geração de 180 empregos diretos.
Segundo uma nota da PM, a tropa que efetuou o despejo compreendia 210 soldados fortemente armados com revólveres, metralhadoras, helicóptero, cachorros, cavalaria, três UTIs móveis, carro do corpo de bombeiro, atirador de elite, além de policiais de Operações Especiais da Tropa de Choque. A cidade de Campo do Meio está sitiada pela polícia. "Nunca se viu tamanho aparato policial na região aterrorizando o povo. Ninguém circula sem ser vistoriado. As lideranças do MST estão sendo perseguidas. Os policiais chegaram de forma truculenta", denuncia Frei Gilvander, membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
A arbitrariedade da polícia é chocante. A polícia destruiu muitas plantações utilizando patrola, trator e incendiando lavouras. Mataram cães das famílias Sem Terra com tiros. Um Sem Terra, o Sr. José Inocêncio, foi preso porque insistiu em recolher um saco de mandioca para levar antes que o trator da polícia destruísse o mandiocal.
Um vereador de Campo do Meio, Camilo Lelis Fernandes, tentou entrar em um dos acampamentos para acompanhar de perto o despejo, mas foi impedido pela polícia.
Nem mesmo as crianças impediram a truculência da polícia. Elas entregaram flores aos soldados e mostraram cartazes pedindo um pedacinho de terra e paz. Para elas restou o choro, embalado pelo desespero de mães e avós.
"O povo Sem Terra está em estado de choque. Nós da Comissão Pastoral da Terá hipotecamos nossa irrestrita solidariedade aos Sem Terra do MST e, com indignação, repudiamos mais esta covarde ação contra a dignidade de centenas de camponeses empobrecidos. Lamentamos com veemência a truculência da Polícia e condenamos o Presidente Lula como o grande irresponsável pela não realização da Reforma agrária no nosso País. Lula dá bilhões para o agronegócio, enquanto asfixia cada vez mais a migalha de Reforma Agrária que acontecia na era do governo FHC", pontua o Frei da CPT.
Laudo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas atesta que só na área do acampamento Tiradentes, entre tantas outras plantações que foram destruídas, os Sem Terra estavam na iminência de colher cerca de 1.800 sacos de feijão.
Muitos dos acampados habitavam o local, vivendo sob uma lona preta, há 11 anos. Este é o sexto despejo que enfrentam e, mesmo assim, garantem que não desistirão da terra.
Fonte: Canal Itumbiara Livre.
Nota: A foto é da pequena cidade de Campo do Meio.
Clique aqui para assistir Reportagem da Alterosa sobre o despejo!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Congresso do Sind UTE
Aécio Neves não paga nem o piso mínimo para professores estipulado por lei federal. Na verdade paga a metade desse mínimo!
O Sind-UTE, por sua vez, não consegue (tenta?) atingir esse governo fajuto, inventor de impostos, que não fez nada para o estado a não ser muita propaganda.
É indispensável que os trabalhadores na educação ao menos controlem seu próprio sindicato como instrumento de defesa contra o massacre que estão sofrendo.
Qualquer trabalhador sindicalizado pode participar do Congresso, contanto que consiga o apoio (assinaturas) de 16 companheiros na base (mesmo que não sejam sindicalizados). As inscrições se encerram no dia 10 de Junho.
Praticamente toda a base está descontente com o Sind-UTE, de forma que o Partido Comunista tem a obrigação de auxiliar qualquer desses trabalhadores a participar desse Congresso.
Muda Sind UTE !
terça-feira, 12 de maio de 2009
Vamos assinar o Brasil de Fato
O jornal Brasil de Fato foi lançado no Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 25 de janeiro de 2003. Circula semanalmente e tem como objetivos: expressar e debater a visão da esquerda sobre os fatos e a realidade nacional e internacional; estimular a solidariedade internacional entre os povos; ser plural sem dependência a correntes partidárias; ser profundamente comprometido com os interesses do povo brasileiro visando a construção de uma sociedade justa e solidária; subsidiar, com informação e reflexão, a militância social e as pessoas que querem mudanças; estimular as lutas sociais e os movimentos de massa; promover os valores humanistas e socialistas; ter como referencial político a necessidade de um Projeto Popular para o Brasil.Nestes seis anos do Brasil de Fato, sua caminhada viveu as contradições existentes no seio da esquerda, refletindo nossos limites, altos e baixos na perspectiva de uma unidade a ser consolidada.
Neste momento de crise do capital, se propõe a ser uma ferramenta de comunicação popular para disputar a contra-informação e a hegemonia da ideologia dominante, com uma visão crítica, a partir da classe trabalhadora.
Sua importância é mais do que clara: é um instrumento de circulação nacional, unitário, que temos à mão para disputar a hegemonia da informação e do debate. Sabemos do seu poder para convencer milhões da necessidade de combatermos a violência de estado, a criminalização dos movimentos sociais e a vontade do capital de expropriar nossas riquezas e fazer com que os trabalhadores paguem cada vez mais pela crise.
Mas, para isso, é importante fortalecer o jornal, em dois aspectos: na sua massificação e na sua sustentação. Assim como a maioria dos instrumentos de esquerda, o Brasil de Fato também passa por dificuldades. Assim, estamos propondo uma grande CAMPANHA DE ASSINATURAS, com o objetivo de fortalecer um instrumento de esquerda, da classe trabalhadora, que possa contribuir nas lutas e na construção de saídas populares e dignas para a nossa sociedade.
Em anexo, segue a ficha de assinatura. É só preencher e mandar para a equipe de apoio aqui no Rio. Catalogaremos para poder acompanhar o envio regular e encaminhar para a central em São Paulo. O telefone de contato aqui no Rio é: (21) 2220.4895
Enviar para npiratininga@uol.com.br
Ainda, propomos que todas e todos recebam, gratuitamente, o Boletim Informativo do Jornal Brasil de Fato. É só escrever para agencia@brasildefato.com.br e coloque no assunto: cadastramento
Um abraço de todos nós da equipe de apoio do Rio:
Ivo Lesbaupin, Virginia Fontes, Vito Giannotti, Leon Diniz, Gaudêncio Frigotto, Ivan Pinheiro, Sandra Quintella, Leo Haua, Latuff, Leandro Uchôas, Tobias, Achille Lollo, Mario A. Jacobskind, MTD, MST, Stella: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Fome: Um holocausto por ano só de crianças!
Segundo a Organização das Nações Unidas, ONU, no mundo todo uma criança morre de fome a cada seis SEGUNDOS ! São uma por cada seis segundos, portanto dez por minuto, 600 por hora, 14.400 por dia, 5.256.000 por ano.Cinco milhões de crianças mortas de desnutrição por ano! O massacre de judeus pelos nazistas, segundo os próprios judeus, matou seis milhões (a bala, gás venenoso, fome, choque, experiências criminosas etc. por vários anos). Portanto, o capitalismo, cujos defensores defendem como regime de prosperidade, direitos e liberdade, mata por ano, só de crianças, uma cifra que Hitler demorou sua carreira inteira para atingir!
O número de famintos sobre a Terra atinge mais de 1 bilhão, sendo que nossa população é de 6 bilhões. Essa miséria não se deve nem à falta de comida, nem à superpopulação, pois a própria ONU reconhece que a comida produzida no planeta é suficiente para alimentar 12 bilhões de pessoas.
Estudar, divulgar o marxismo e contribuir com o Partidão
Comprando esses livros através dos links abaixo, você está contribuindo financeiramente com o PCB de Minas Gerais. A primeira lista é de livros dos quais o próprio PCB tem estoque (ou seja, o ganho todo é nosso com exceção dos 5% da Estante Virtual e da porcentagem do Pagamento Digital em caso de pagamento com cartão), já os da Estudos Vermelhos são de uma livraria com a qual fizemos acordo comercial (ou seja, o Partido tem um ganho diferente em cada obra).
Em todos os dois casos, o leitor é enviado a comprar na Estante Virtual, onde tem a opção de pagar com cartão de crédito, e a depender do cartão, em parcelas.
O frete por meio Impresso é bem barato.
Do Partidão (Ainda estamos incluindo eles no sistema):
Raimundo Alves de Sousa – Os Desconhecidos da História da Imprensa Comunista – Rio de Janeiro: Fundação Dinarco Reis. 2005. – 10,00.
Jorge Pérez – O sistema político cubano. – R$ 5,00.
Jorge Pérez – David, contra Golias e Judas. – R$ 8,00.
Guennády Ziuganov - URSS Rússia 80 anos do PCB – 15,00.
Estudos Vermelhos
As obras editadas pela Estudos Vermelhos são completas, com exceção de Consciência de Classe, que nos parece (não temos certeza) ser somente um capítulo, mas que pode ser lido isoladamente.
O preço baixo é um objetivo dessa editora, de forma que os livros são editados (sem cortes) para caberem no menor número possível de páginas, mas com letras de tamanho normal (times 11).
O editor nos garantiu que as traduções que não foram feitas para serem públicas pelo Instituto Marx Engels de Moscou, foram por ele retraduzidas, o que conferimos estar de acordo com a famigerada Lei de Direitos Autorais que o Império nos impôs com o bico de tucano de FHC.
Karl Marx – A Comuna de Paris (Guerra Civil em França) – R$ 5,00.
Karl Marx – O 18 Brumário de Louis Bonaparte – R$ 10,00.
Karl Marx – Trabalho Assalariado e Capital – R$ 5,00.
Friedrich Engels e Rosa Luxemburgo – Cristianismo Primitivo – R$ 6,00.
Lênin – Que Fazer ? – Em dois volumes – R$ 11,00.
Lênin – O Estado e a Revolução – R$ 8,00.
György Lucáks - Consciência de Classe – R$ 5,00.
Stálin – Materialismo Dialético e Materialismo Histórico – R$ 5,00.
Alexandra Kolontai e Clara Zetkin – Mulher, Família e Revolução – R$ 5,00.
Fidel Castro – Cuba e Europa – R$ 2,00.
Constituição da República de Cuba – R$ 5,00.
Carlos Marighella – Mini Manual do Guerrilheiro Urbano – R$ 6,00.
Christopher Hill – A Revolução Inglesa de 1640 – R$ 10,00.
Serge Victor – O que todo revolucionário precisa saber sobre a repressão – R$ 10,00.
lex Lombello Amaral – Reflexões sobre 5 anos de política estudantil – R$ 5,00.
O pacote com todas essas obras pode ser comprado a R$ 70,00 clicando em Coleção Estudos Vermelhos.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Palestra em BH da Sra Shirley Orozco, consulesa da Bolívia

sexta-feira, em visita a BH.

O local da palestra será no SINDREDE, na Avendida Amazonas 491, 10º andar

sexta-feira, 1 de maio de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Capital contra o Capital
O grande crescimento que está vivendo nosso Partido é caro, pois Minas tem mais de 800 municípios espalhados por um território do tamanho da França! Por isso, a Comissão Política do Comitê Regional está solicitando a todos que coloquem em dia as suas contribuições.
Foi apresentada na Conferência Extraordinária uma proposta de intensa colaboração das comunicações com as finanças. Há alguns dias, foi enviada uma proposta de anúncio de venda de livros para dezenas de camaradas (todos os que tínhamos e-mail) e para o e-mail do Comitê Regional. Quem não recebeu essa proposta e a quiser examinar deve nos fornecer o e-mail. Dentro de mais alguns dias, iniciaremos o teste desse serviço, para que a reunião do Comitê Regional tenha uma experiência concreta para examinar e decidir.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A tripla vantagem do jornal Brasil de Fato
Esses comitês não são somente de divulgação do jornal - a idéia é que sejam também coletores de informações. Existe, por exemplo, um plano de realizar oficinas de jornalismo para membros dos movimentos sociais.
Ora, isso configura uma tripla vantagem - Um jornal semanal de esquerda capaz de atingir todos os movimentos e forças; Um instrumento de articulação dos movimentos sociais e forças de esquerda que são os comitês de apoio; E oficinas de jornalismo, que é a formação técnica mais necessário nesse momento (e significa que o Brasil de Fato ajudará no fortalecimento das demais midias dos movimentos sociais e da esquerda!).
A assinatura é barata - R$ 100,00 por ano, ou R$ 180,00 por dois anos. É mais fácil e útil primeiro convencer os Sindicatos e entidades estudantis a assinarem, pois assim, ao mesmo tempo, se pode convidá-los a formar o comitê local do Brasil de Fato.
domingo, 19 de abril de 2009
Conferência Extraordinária reorganiza direção do PCB em Minas
Dentre as diversas decisões, a Conferência recompôs o Comitê Regional, que ficou com a seguinte composição:
Fábio Bezerra - Belo Horizonte - Secretário Político.
Túlio Lopes - Belo Horizonte - Secretário de Organização.
Antônio Almeida - Belo Horizonte - Secretário de Finanças.
Pablo Lima - Belo Horizonte - Secretário de Formação.
Alex Lombello Amaral - São João del Rei - Secretário de Agitação e Propaganda.
Sílvio Rodrigues - Borda da Mata - Secretário Sindical.
Thiago Ferreira Camargo - Sete Lagoas - Secretário de Juventude.
Diney Lenon – Poços de Caldas.
Rafael Pimenta – Juiz de Fora.
Luis Carlos Torres – Juiz de Fora.
Warlen Nunes – Bétim.
Luiz Antônio – Pouso Alegre.
João Vinicius – Alfenas.
Alvimar Alves – Governador Valadares.
Luis Fernando – Sabará.
José Rodrigues – Governador Valadares.
Rubens – Juiz de Fora.
Suplentes:
José Francisco Néres – Belo Horizonte.
Joaquim Goulart – Sabará.
Alaor – Belo Horizonte.
Jadir – Belo Horizonte.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Plenária Nacional da Intersindical
A participação dos comunistas é fundamental no sentido de buscar a unidade do povo trabalhador.
Há poucos dias foi publicada uma nota da Unidade Classista nesse sentido:
terça-feira, 7 de abril de 2009
Manifesto do Fórum Mineiro de Lutas
A CRISE É GRAVE
E A UNIDADE E A LUTA DOS TRABALHADORES(AS) É A RESPOSTA.
A Grave Crise econômica que se abateu sobre o mundo nos últimos meses, deve ser entendida como uma crise de super acumulação capitalista, motivada entre outros fatores, pela grande concentração de riquezas nas mãos de grandes especuladores internacionais e pelo aumento vertiginoso da exploração sobre toda a força de trabalho mundial, que proporcionou recursos para alimentar a especulação capitalista.
Os efeitos dessa crise foram sentidos no Brasil de forma mais rápida e mais grave do que anunciado pelo Governo e os órgãos da imprensa.
Houve uma forte retração econômica, principalmente quanto à produção industrial, com destaque para os Estados de São Paulo e Minas onde os maiores cortes foram nos setores da mineração e metalurgia. Os índices econômicos apontam queda na produção em todos os setores produtivos, confirmados com a divulgação de queda no PIB de 3,6% nesse trimestre. Tal quadro confirma a relação de dependência da economia brasileira e o nível de recessão que se aprofunda e de possíveis cortes de investimentos do Estado nas áreas sociais, além da piora na qualidade de vida do trabalhador e a consecutiva precarização da força de trabalho.
A burguesia brasileira por sua vez está tentando tirar proveito da crise, aumentando a taxa de exploração da força de trabalho promovendo demissões em massa e impondo a redução de jornada com corte de salários em muitas “negociações”, isso demonstra a intenção clara de tentativa de sair da crise rebaixando salários, direitos e garantias dos trabalhadores(as), aumentando a deterioração sobre as riquezas naturais alem da tentativa de criminalização dos movimentos sociais que ousarem resistir contra as ofensivas do capital sobre o trabalho.
Em todo o mundo, diversas entidades de classe estão organizando frentes unitárias de ação contra os ataques que o Capital através dos patrões e dos governos vem operando sobre os trabalhadores. Entendemos que é de fundamental importância que todos os setores do movimento sindical, popular e estudantil que possuam o compromisso com a resistência ao capitalismo e a luta por uma nova sociedade, unam forças em uma grande frente de massas que possa lutar para que a classe trabalhadora se organize e assuma o papel de protagonista do processo de luta no combate aos efeitos da crise, criando as condições para que se acumulem forças no sentido de se obter novas conquistas além da instauração de uma nova mentalidade política que rompa com os patamares da sociedade capitalista.
Mais do que nunca, está na ordem do dia a questão do socialismo.
Portanto, estamos diante de um momento especial para a luta de classes em nosso país. Os trabalhadores devem se preparar da melhor maneira possível para os embates que virão pela frente.
Nesse momento a organização de um amplo FÓRUM MINEIRO DE LUTA deverá ser a nossa principal meta como a resposta necessária e precisa à crise do capitalismo, ORGANIZANDO, CONSCIENTIZANDO E AGINDO para a contra ofensiva popular.
1-Contra o desemprego e pela estabilidade no emprego;
2- Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
3- Pela reforma tributaria que penalize as grandes fortunas;
4- Isenção de taxas e tarifas públicas para os/as desempregados/as: IPTU, conta de energia elétrica e água, gratuidade no transporte coletivo e outros;
5- Estatização e reestatização das empresas que demitirem em massa;
6- Em defesa dos servidores e por serviços públicos de qualidade;
7- Pela reforma agrária popular e massiva;
8-Suspensão dos subsídios às empresas.
9- Construir um dia nacional de luta contra as demissões.
10- Apoiar a integração e a autonomia latino-americana frente ao imperialismo.
11- Contra a PEC 233 que acaba com o orçamento da seguridade social.
12- Nenhum direito a menos!
RUMO AO 1° DE MAIO DE UNIDADE E DE LUTA!
Assinam:
CASA DA AMÉRICA LATINA, CONLUTAS, CTB, INTERSINDICAL, MST, VIA CAMPESINA, MAB, CONSULTA POPULAR, PCB, PCR, PDT, PSOL, PSTU, MLB (MOVIMENTO DE VILAS BAIRROS E FAVELAS), UCMG, AMES- BH, UJC, UJR, Juventude Socialista, FÓRUM SOCIAL MUNDIAL SESSÃO MINAS GERAIS, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, DCE-UFMG.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
PCB rompe com administração em Borda da Mata
1- Desde a época da campanha eleitoral os integrantes do PCB, e até os concorrentes políticos de outras coligações, notaram que existia discriminação da coordenação da campanha eleitoral da chapa vencedora para com os integrantes do Partido Comunista Brasileiro. Na esperança de que isso acabasse após a eleição, e em nome de um objetivo maior que era realizar o sonho de uma Borda da Mata melhor para todos, nos mantivemos juntos na campanha eleitoral.
2- Após as eleições as diferenças entre os objetivos que nos unia no início da campanha eleitoral se agigantaram. O governo eleito, afirmando que para ele existia uma equipe para a campanha eleitoral, outra para a transição e ainda outra para a administração, abandonou seus antigos apoiadores, chamando para o seu lado pessoas das oligarquias de Borda da Mata, que foram nossos concorrentes nas eleições, e que representam tudo aquilo que combatemos e que foi repudiado pelo povo.
O PCB, apesar de ter o vice-prefeito eleito e a vereadora mais votada da coligação, nunca foi chamado para discutir a formação da equipe de transição ou de governo.
3- Na indicação dos integrantes da equipe de governo o Executivo municipal confirmou sua opção pelo retorno das oligarquias que sempre governaram Borda da Mata, nomeando, no primeiro escalão, 8 (oito) pessoas ligadas ao antigo PDS/PFL e apenas 2 (duas) do PT, dos 11 (onze) cargos existentes. Mais uma vez o atual governo nem se dignou a consultar o PCB sobre tais nomeações.
4- Até mesmo a cerimônia de posse foi palco de divergências entre nós e o atual governo. O chefe do executivo deixou de enviar convites especiais até mesmo para os candidatos a vereador do PT, que disputaram as últimas eleições. E para ter esses companheiros juntos na cerimônia de posse foi necessário que o vice-prefeito e a vereadora do PCB pessoalmente os convidasse.
5- Apesar do governo atual sempre ter afirmado nos comícios que faria uma administração pautada pela ética, austeridade, moralidade, mal tomou posse e já enviou à Câmara projeto de reforma administrativa criando 44 (quarenta e quatro) cargos de confiança, de livre nomeação do prefeito, com salários médios de R$1500,00 (um mil e quinhentos reais). Esses 44 cargos corresponderiam a aproximadamente 10% (dez por cento) do número de servidores públicos municipais, e seus salários corresponderiam a mais ou menos 20% (vinte por cento) do valor da folha de pagamento dos servidores municipais efetivos. Faz se necessário observar que os servidores municipais concursados tem um salário médio em torno de R$500,00 (Quinhentos reais).
Observe que se somar os 44 cargos pretendidos na reforma administrativa, mais os integrantes do PSF, mais o pessoal da vigilância epidemiológica, que são contratados pelo Município sem concurso, e ainda outros contratados, o Executivo poderia contratar e demitir quando bem quisesse, por volta de 200 (duzentos) servidores, ou seja quase o mesmo número de servidores públicos efetivos.
6- Para custear parte dos salários das pessoas indicadas pelo prefeito na reforma administrativa, o Executivo pretendia cortar horas extras, inclusive dos motoristas de ambulância, e gratificações, que substituem o adicional de insalubridade que a prefeitura não paga.
7- Como os projetos enviados à Câmara pelo poder executivo, além de injustos, imorais, eram ilegais, pois nem eram acompanhados de justificativa clara e objetiva, por isso o PCB, através de sua vereadora, se posicionou contra tais projetos. Isso levou o executivo a recuar, cortando o número de cargos de confiança a criar, mas fazendo críticas expressas, no programa de rádio semanal que tem, à postura da oposição, e em especial à parlamentar do PCB, a qual passou a chamar pejorativamente de populista.
Além disso, em reunião com a associação dos moradores do Distrito do Sertãozinho e em conversas com várias pessoas o prefeito passou a difamar, caluniar e injuriar o vice-prefeito, alegando que este, além de receber o salário sem trabalhar, só atrapalha o governo e seus projetos.
A atual administração, para conseguir seus objetivos, principalmente na Câmara de Vereadores, tem se pautado pela ameaça, chantagem, inverdades, na tentativa de obrigar os vereadores a votar a favor de seus projetos.
8- Em demonstração de que não cumprirá os compromissos de campanha, o atual poder executivo nem mencionou em suas propostas de reforma administrativa a criação das sub-prefeituras do Cervo e do Sertãozinho. Já nem se fala mais também no tal de orçamento participativo, que foi o carro-chefe da campanha eleitoral.
9- O atual governo também tem praticado o nepotismo de forma escancarada, principalmente para com seus amigos do PFL/DEM, empregando praticamente famílias inteiras em cargos de confiança. Cobrado a respeito disso, e ainda inquirido do porque não utiliza de funcionários de carreira para o desempenho de funções menos relevantes que estão em mãos de cargos de confiança, como previsto na Lei Orgânica Municipal, o prefeito alegou que se peneirar os servidores municipais não sobre ninguém.
10 - Nas vezes em que tentamos fazer com que o prefeito mudasse de idéia ele reagiu com fúria, se mostrando contrário a qualquer crítica.
Diante de todo o relatado, o PCB, para se manter fiel aos seus princípios de sempre estar ao lado dos trabalhadores, de sempre se pautar pela ética, pela lealdade aos compromissos, já não pode continuar apoiando este governo. Entretanto deixamos bastante claro que apoiaremos todas as iniciativas do poder executivo que beneficiem os cidadãos de Borda da Mata, principalmente os menos favorecidos.
Aos nossos eleitores, amigos e camaradas queremos deixar claro que nos manteremos firmes em nossos cargos para os quais fomos eleitos e fiéis aos compromissos assumidos, fiscalizando o governo de todas as formas legais possíveis.
Borda da Mata, 03 de março de 2009.
Partido Comunista Brasileiro.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Montar uma rede de blogs
Esses blogs devem estar interligados por links, de forma a constituírem uma rede. Os links não são aleatórios, mas organizados tal qual o Partido, da forma como se pode observar no Expresso Vermelho, no São João del Pueblo, no Notícias Lavrenses, no Vermelhinho e no blog da UJC da UFMG.
A Comissão de Agitação e Propaganda deve ajudar na montagem desses blogs e continuar dando-lhes assistência. Sendo assim, os camaradas que criarem os blogs de suas bases sozinhos devem convidar para a administração dos mesmos os membros dessa Comissão do CR. Pelo mesmo motivo, embora não devam publicar nos blogs de bases às quais não pertencem, os membros dessa Comissão devem permanecer como administradores dos blogs que criarem para essas bases.
terça-feira, 31 de março de 2009
Sobre o Expresso Vermelho
O Expresso Vermelho é a página da PCB mineiro, e não de seu secretário de agitação e propaganda, de forma que todos os comunistas mineiros têm o direito e o dever de sugerir alterações, como exclusão ou inclusão de links, modificação da ordem dos links etc.
As decisões sobre o Expresso Vermelho serão tomadas pela Comissão de Agitação e Propaganda até que o Comitê Regional se reuna novamente, confirme ou modifique essas decisões. A Comissão de AGP é atualmente a Redação do Expresso Vermelho.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Conferência Extraordinária de Organização do PCB de Minas Gerais
Local: Federação dos Trabalhadores em Indústria do Vestuário
Rua Três Pontas – Número 1422 – Bairro Carlos Prates – Belo Horizonte – MG.
Contatos: 88923568 (Túlio) – 91833762 (Fábio) – 91089525 (Almeida)
PROGRAMAÇÃO:
28 de março – Sábado
10 Horas e 30 Minutos – Abertura da conferência (Informes Gerais)
11 Horas – Debate – Conjuntura Internacional.
14 Horas – Debate – Conjuntura Nacional.
16 Horas – Debate – Conjuntura Estadual.
19 Horas - Plenária da União da Juventude Comunista
19 Horas - Encontro Estadual da Corrente Sindical Unidade Classista/INTERSINDICAL
29 de março – Domingo
09 Horas – PLANO ESTADUAL DE ORGANIZAÇÃO
11 Horas – Recomposição do Comitê Regional
12 Horas – Reunião do Comitê Regional.
WWW.EXPRESSOVERMELHO.BLOGSPOT.COM
Petroleiros!
Todo apoio à greve dos petroleiros
(Nota Política do PCB)
Os trabalhadores da Petrobrás estão em greve. A força do movimento é o reflexo da justeza das reivindicações dos grevistas: reajuste salarial, pagamento a mais pelo trabalho nos feriados, manutenção dos empregos dos funcionários das empresas subcontratadas e melhores condições de trabalho (os mortos, desde o ano 2000, chegam a 165, dos quais 134 eram trabalhadores de empresas terceirizadas).
Os petroleiros, assim como a maioria dos trabalhadores brasileiros, vem sofrendo com as políticas neoliberais de perda de direitos trabalhistas, de precarização do trabalho, de desmonte da previdência, implementadas pelos governos Collor, FHC e Lula. A Petrobrás, empresa que, fruto das lutas populares pela soberania brasileira no setor petróleo, já foi um dos principais símbolos nacionais, é, hoje, uma empresa privada: apenas 40% de suas ações pertencem ao governo brasileiro, o mesmo governo que, através da Agência Nacional do Petróleo – ANP – vem vendendo, por meio de leilões, as jazidas petrolíferas de nossa plataforma continental.
O Partido Comunista Brasileiro manifesta sua total solidariedade militante aos petroleiros em greve. Entendemos, no entanto, que o movimento não deve restringir-se às questões econômicas. Os trabalhadores petroleiros devem dirigir-se ao conjunto da classe trabalhadora brasileira não apenas para construir o apoio à greve mas também para conclamar à luta pelo fim imediato dos leilões das reservas petrolíferas brasileiras e pela retomada da Petrobrás como uma empresa estatal, para que, nesta condição, ela possa investir seus lucros no enfrentamento dos problemas sociais brasileiros.
Todo o apoio à greve dos petroleiros
Pela reestatização da Petrobrás
Pelo imediato fim dos leilões do petróleo brasileiro
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO
COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL
87 anos de luta pelo socialismo!
PCB COMEMORA 87 ANOS DE VIDA INAUGURANDO PRIMEIRA SEDE PRÓPRIA DE SUA HISTÓRIA:
Num emocionante ato público, o PCB, fundado em 25 de março de 1922, comemorou seu 87º aniversário com um grande feito histórico, inaugurando na Rua da Lapa, no Rio de Janeiro, a primeira sede própria de toda a sua existência. Ao ato compareceram diversas personalidades e representantes de organizações políticas e sociais.
O evento marcou também o lançamento do XIV Congresso Nacional do Partido (9 a 12 de outubro de 2009) e a entrega, pela primeira vez, da MEDALHA DINARCO REIS, que será concedida anualmente pelo Comitê Central do PCB aos militantes que se destacaram na construção do Partido e na luta pelo socialismo.
A camarada Zuleide Faria de Melo entregou a medalha pessoalmente a Fernando Christino; Modesto da Silveira entregou à viúva de Itair Veloso; Sidney Moura fez a entrega ao filho de Roberto Morena, Carlos Telles à filha de Raimundo Alves de Souza (Raimundão) e Ivan Pinheiro ao neto de Espedito Rocha, que não pôde vir de Curitiba, onde mora.
Foram lidas na ocasião saudações ao PCB mandadas, entre outros, por Anita Leocádia Prestes, Miguel Urbano Rodrigues, Vito Giannotti e pelos seguintes Partidos Comunistas:
Partido Comunista Alemão
Partido Comunista dos Povos de Espanha
Partido Comunista Boliviano
Partido Comunista da Argentina
Partido Comunista Colombiano
Partido Comunista Húngaro
Partido Comunista da Venezuela
Partido Comunista Peruano
Partido Comunista Paraguaio
Partido Comunista da Grécia
Partido Comunista do Uruguai
Partido dos Comunistas Mexicanos
Partido Revolucionário dos Comunistas de Canárias
Partido Comunista da Federação Russa
terça-feira, 24 de março de 2009
Greve dos Petroleiros!
Petroleiros paralisam atividades em todo o país
Trabalhadores deram início, nesta segunda-feira (23), a uma greve de cinco dias, cobrando da Petrobras garantia de empregos, de direitos trabalhistas e de mais segurança nas unidades
Petroleiros de todo o país deram início, nesta segunda-feira (23), a uma paralisação nacional. A greve, inicialmente prevista para cinco dias, tem a adesão de 70% da categoria e estende-se a unidades de produção, refinarias e terminais de distribuição.
Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), no Espírito Santo, os trabalhadores fecharam a produção e entregaram as plataformas para as equipes de contingência da Petrobras, que tentam retomar a produção de gás e de petróleo. Uma dessas plataformas é a P-34, considerada emblemática por ser a primeira a extrair o óleo da camada de pré-sal. Na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, os trabalhadores tentaram controlar a produção, mas foram coagidos a entregar as plataformas para os grupos de contingência.
Já nos terminais de Solimões, no Amazonas, de Suape, em Pernambuco, de Guarulhos, em São Paulo, e Cabiúnas, no Rio de Janeiro, os trabalhadores assumiram o controle operacional e estão controlando o bombeio. Nas plataformas do Rio Grande do Norte, eles também controlam 70% da produção de petróleo e gás. Já no Pólo de Guamaré, no Rio Grande do Norte, apenas uma unidade está em atividade, e ainda assim com carga mínima.
Estão paralisados, ainda, petroleiros de unidades de Duque de Caxias (RJ), Manaus (AM), São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Em apoio aos funcionários do Sistema Petrobras, trabalhadores terceirizados também realizam, nesta segunda-feira, uma paralisação de 24 horas.
Reivindicações
Com a paralisação, os petroleiros chamam a atenção para o descontentamento da categoria diante da redução de empregos e flexibilização de direitos trabalhistas, motivados pela crise econômica.
O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, explica que o corte de postos de trabalho e diminuição dos salários atinge hoje principalmente os trabalhadores terceirizados, que correspondem a cerca de dois terços do atual contingente da empresa. "A Petrobras já tem revisto aguns contratos de prestação de serviços com as empresas e os valores que pagará", argumenta.
Os petroleiros também reivindicam condições mais seguras de trabalho. Desde 2000, segundo a FUP, já foram registradas 165 mortes na Petrobras, das quais 134 eram de terceirizados e 31 de funcionários diretos da Petrobras. Esse ano, já são dois óbitos.
Integram as reivindicações, ainda, o pagamento de horas-extras pelos feriados trabalhados e negociações sobre o pagamento de parcelas de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que, sob alegação da crise, ainda não foi repassado aos trabalhadores.
Pressão e ameaças
De acordo com a FUP, a Petrobras tem pressionado os trabalhadores para que a greve não aconteça. Nas plataformas do Espírito Santo e da Bacia de Campos, a empresa cortou telefones e o acesso à internet, bloqueando a comunicação entre os petroleiros. A Federação relata, ainda, práticas de intimidação por parte da estatal.
"A Petrobras descumpriu todas as exigências da lei de greve, desrespeito os grevistas, ameaçando os trabalhadores, inclusive com presentação de cartas de demissão, num momento em que o contrato de trabalho está suspenso", afirma a FUP em nota.
Os petroleiros também alertam para as equipes de contingência que estão assumindo a produção em vários locais. Além de atentar contra o direito de greve, essas equipes colocam em risco a segurança das unidades, aumentando as chances de acidentes. "Essas equipes são formadas por gerentes, coordenadores e supervisores, que não têm capacidade de operarem as unidades, sem falar que os efetivos de contingência são reduzidos", explica a FUP.
Petroleiros de Betim (MG), participam da greve nacional do setor
As pautas apresentadas na mobilização dizem respeito à manutenção dos postos de trabalho dos terceirizados, à garantia de segurança e saúde dos trabalhadores, pagamento das horas extras e regulamentação justa na Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
Vivian Neves Fernandes e Kelly Fonseca, de Betim (MG)
Os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap), unidade da Petrobras em Betim (MG), entraram em greve nesse domingo, (22). A paralisação está articulada com a greve nacional dos petroleiros, aprovada pelos dezessete sindicatos da categoria nacionalmente. As pautas apresentadas na mobilização dizem respeito à manutenção dos postos de trabalho dos terceirizados, à garantia de segurança e saúde dos trabalhadores, pagamento das horas extras e regulamentação justa na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Até o momento, cerca de 400 trabalhadores aderiram à greve. Porém, o funcionamento da Refinaria é mantido por funcionários que continuam em exercício das funções dentro da empresa de forma irregular. O limite para permanência contínua no trabalho é de 16h, sendo 8h do turno, com a possibilidade de mais 8h de acordo com a necessidade da Petrobrás.
“Ultrapassadas as 16h, a empresa criou um esquema de forma a fazer cárcere privado com esses trabalhadores, colocando colchão, cama, roupa, comida, o que eles precisarem, forçando -os a ficar lá dentro. Pois caso eles saiam, são ameaçados de demissão”, afirmou Robert Clay, da diretoria do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/ MG). As medidas jurídicas já estão sendo tomadas pelo Sindicato para reverter a situação.
Na Regap, trabalham quatro mil funcionários, sendo mil trabalhadores próprios da Petrobrás e o restante são funcionários terceirizados. A Refinaria tem como principais produtos diesel, gasolina, asfalto, GLP e QAV, com produção de 24 mil metros cúbicos por dia. Segundo Clay, a greve não afetará a distribuição dos produtos para a sociedade.
Com duração prevista de cinco dias, na sexta-feira (27) o movimento grevista irá avaliar a mobilização para a continuidade da negociação com a empresa.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Jornal Brasil de Fato
Estimados amigos e amigas,
Fui incumbido pelo conselho editorial do Jornal Brasil de fato, que reúne 25 companheiros e companheiras representando diversos setores de nossa sociedade e dos movimentos sociais, a lhes escrever.
Vocês têm acompanhado o esforço de centenas de militantes, dos mais diferentes movimentos sociais, para construir o jornal Brasil de Fato, que já completa seis anos de imprensa popular comprometida com os interesses de nosso povo (2003-2009).
Fizemos em janeiro passado um belo ato celebrativo durante o Fórum Social Mundial em Belém.
Além de resistir num contexto tão adverso de crise - de projeto, de ideologia da esquerda, dos movimentos populares e descenso do movimento de massas - foi possível dar passos e avançar na construção de um jornal de esquerda.
Breve balanço
Conseguimos superar muitas dificuldades relacionadas com boicote da entrega (que agora está normalizada pelo serviço de correios), da freqüência da entrega, da qualidade do jornal, de sua cobertura nacional.
Mantivemos o jornal impresso semanal, que circula às quartas-feiras, sem faltar nenhuma edição. O jornal se destina a militantes sociais e interessados em conhecer a realidade das lutas com uma visão diferente daquela construída pela mídia corporativa. Também temos feito edições massivas, destinadas à população em geral, quando se trata de temas importantes da luta conjuntural. E já chegamos a atingir a tiragem de um milhão de exemplares.
Recentemente, editamos um jornal especial para denunciar as falcatruas da oligarquia Sarney, que quer desrespeitar a vontade popular e retomar o comando do governo do Maranhão.
Mantemos também uma página na internet que é referência para os movimentos sociais, com milhares de acessos mensais: www.brasildefato.com.br.
Enviamos um boletim eletrônico semanal, com resumo das notícias e artigos, para 84 mil militantes de movimentos sociais. Se você ainda não recebe o boletim, se cadastre enviando um correio para: agencia@brasildefato.com.br.
Estamos articulados com uma agência de rádio que faz programas diários de áudio, enviando gratuitamente a centenas de rádios comunitárias e comerciais. E edita também programas em espanhol no intercâmbio com rádios co-irmãs da América Latina.
Se você tiver contato com alguma rádio comunitária ou programa que considera interessante, nossa agência pode enviar programas gratuitamente.
Mantemos um intercâmbio cultural com dezenas de publicações populares de todo o país e da América Latina.
Estamos fazendo um esforço, para que logo, logo, o jornal possa também distribuir vídeos e material audiovisual para serem utilizados pelos canais de televisão comunitária e educativa, espalhados pelo país.
Temos correspondentes jornalistas brasileiros, exclusivos, morando em Caracas, La Paz, Asunción, Paris e Estados Unidos, que nos ajudam com seu trabalho militante.
Como vêem, temos muita coisa boa sendo feita.
Todo esse esforço somente terá futuro e autonomia caso se sustente no apoio militante das assinaturas. Temos recebido apoio publicitário de diversas empresas e administrações públicas progressistas, que consideram nosso esforço importante para a democratização dos meios de comunicação no Brasil. Isso é importante. Mas o fundamental são as assinaturas.
Por isso, estamos entrando em contato com todos os militantes, amigos, simpatizantes. Nos ajudem a construir a imprensa popular brasileira. Faça sua assinatura. Renove. Motive um amigo a também fazê-la. Faça um presente para um/a amigo/a. Fique por dentro das principais informações da classe trabalhadora.
Motive seu sindicato, paróquia, centro acadêmico, movimento a também fazer assinaturas.
Seja também um correspondente voluntário. Envie notícias, matérias, cartas, fotos, seus comentários, sugestões de pauta, críticas. Participe.
Logo abaixo há algumas indicações práticas de como você pode fazer assinaturas do jornal.
Um forte abraço, em nome do conselho editorial.
João Pedro Stedile
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Você pode parcelar em três vezes. E efetuar o pagamento por um dos mecanismos:
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(indicar número de parcelas e endereço de envio do/s boleto/s).
Obs.:
parcelamento em até 4 vezes .
Contatos, responsáveis pelo departamento de assinaturas
Chico, Reila e Juliana.
Fone: (11) 2131 0800 Fax: (11) 3666 0753.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Ato público de inauguração da primeira sede própria nacional do PCB
A nova sede do Comitê Central do Partido fica no oitavo andar (conjunto 801) do número 180 da tradicional Rua da Lapa, no centro histórico e político do Rio de Janeiro, cidade onde funciona o Secretariado Nacional do Partido. Trata-se de um conjunto de salas de trabalho e reunião, além de um pequeno auditório para até 50 pessoas. O Comitê Regional do Partido no Estado do Rio de Janeiro continuará na sua sede, alugada, antes compartilhada com o CC (Rua Teotônio Regadas, 26 – sala 402), também na Lapa, pertinho da nova sede nacional.
A inauguração da nova sede do PCB será a partir de 18 horas, com um breve ato público, o lançamento de livros (veja em anexo) e uma confraternização em que será oferecido um singelo coquetel. Na ocasião, estaremos também comemorando o 87º Aniversário do PCB e lançando publicamente o XIV Congresso Nacional do Partido (9 a 12 de outubro de 2009, no RJ), nos marcos da RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA DO PCB.
Compareça. Você é nosso convidado de honra. Não deixe de compartilhar conosco a alegria deste momento.
Secretariado Nacional do PCB
INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE NACIONAL DO PCB:
20 de março de 2009 (sexta-feira), a partir de 18 horas
RUA DA LAPA, 180 - conjunto 801 – Lapa – RJ
LANÇAMENTO DE LIVROS NA INAUGURAÇÃO DA SEDE NACIONAL DO PCB:
A GLOBALIZAÇÃO E O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
(de Edmilson Costa)
A Editora Expressão Popular convida para o lançamento do livro “A Globalização e o Capitalismo Contemporâneo”, do professor Edmilson Costa, doutor em Economia pela Unicamp e membro do Comitê Central do PCB.
O livro traz uma análise do capitalismo contemporâneo, tanto do ponto de vista da internacionalização da produção, quanto da internacionalização financeira, da macro-organização do capital e de um conjunto de elementos teóricos muito importantes para o debate atual da crise econômica mundial.
É um dos poucos trabalhos que, avaliando as várias crises do ciclo neoliberal da economia internacional, como a crise mexicana, asiática, russa, brasileira, argentina e das empresas ponto com, antevê que o grande descolamento entre as órbitas das finanças e da produção levariam inevitavelmente o capitalismo a uma grave crise econômica mundial.
O VÔO DE MINERVA
(de Antonio Carlos Mazzeo)
Em O vôo de Minerva, Antonio Carlos Mazzeo defende a hipótese de que o “Ocidente Antigo” é resultado de um longo processo de mediterranização da cultura oriental, ou seja, da absorção da cultura oriental pelo Ocidente. O título do livro sugere assim, não só o termo-chave de sua investigação, como a perspectiva crítica em que ela está inserida.
O autor procura demonstrar quais são os pontos de partida da diferenciação da base econômica das sociedades ocidentais e orientais, sendo que a questão do comércio oferece apenas um começo de explicação da diferença ocidental, já que no Oriente também se comerciava. Para João Quartim de Moraes, autor do prefácio do livro, sua maior ambição teórica é comprovar uma forte conexão entre o afloramento da propriedade privada e a invenção da democracia.
O vôo de Minerva é fruto da tese apresentada por Antonio Carlos Mazzeo ao Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, como parte das exigências para a obtenção do título de livre-docente em Ciências Políticas.
Antonio Carlos Mazzeo é livre-docente em Teoria Política pela Faculdade de Filosofia e Ciência da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do Comitê Central do PCB.
(organização e apresentação de Milton Pinheiro)
Publicado pela Quarteto Editora/Uneb em fevereiro de 2009, trata-se de um conjunto de artigos sobre Marx e o pensamento marxista, de intelectuais de várias instituições universitárias do Brasil,que participaram de um seminário acadêmico sobre Karl Marx que ocorreu na Universidade do Estado da Bahia. O livro é organizado e apresentado por Milton Pinheiro que é professor de sociologia política da Uneb e membro do CC do PCB.








