sexta-feira, 5 de maio de 2017

Os comunistas a GREVE GERAL (28 de abril de 2017) e o primeiro de maio em Minas Gerais.


Os comunistas do PCB estiveram presentes em diversas manifestações, protestos e lutas em Minas Gerais no dia 28 de abril de 2017, dia da primeira GREVE GERAL do século XXI no Brasil e do primeiro de maio. O EXPRESSO VERMELHO - Informativo do PCB - Minas Gerais divulga neste blog os informes provenientes das células e coletivos do PCB em Minas. 

BELO HORIZONTE
Camaradas do PCB, UJC, Unidade Classista e Coletivo Ana Montenegro em BH
28 de abril em BH
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), a juventude Comunista (UJC), a corrente sindical UNIDADE CLASSISTA e o Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CAM) marcaram presença nos atos, protestos, piquetes e paralisações em várias cidades de Minas Gerais. Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi realizado um significativo ato unificado na praça Sete de Setembro que contou com mais de 50 mil pessoas debaixo de uma forte chuva. Na madrugada do dia 28 de abril os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos em Betim cruzaram os braços. Os sindicatos dos rodoviários e dos metroviários pararam as garagens de ônibus e o metrô de BH. A Frente de Esquerda Socialista (PCB, PSOL, UP, BP, MAIS, NOS e LPS), a Frente Povo Sem Medo, a Frente Brasil Popular, a Frente Mineira Popular em defesa da Previdência Social, e os movimentos sociais, culturais e populares marcharam juntas com as centrais sindicais: Força Sindical (FS), União Geral dos Trabalhadores(UGT), Central Única dos Trabalhadores(CUT), Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros (CGTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores(NCST), INTERSINDICAL - Central da Classe Trabalhadora, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical e Popular - (CSP-CONLUTAS).   

BARREIRO/CONTAGEM – REGIÃO METROPOLITANA
Unidade Classista presente na paralisação no Barreiro

Vallourec-Mannesmann em Belo Horizonte amanhece fechada em dia de greve geral
Nesta sexta-feira (28) o sindicato dos metalúrgicos de Belo Horizonte/Contagem e diversos apoiadores, entre elas a corrente sindical UNIDADE CLASSISTA, organizaram um piquete na usina de tubos da Vallourec-Mannesmann na região do Barreiro. Ao fim do ato, a maioria dos participantes se dirigiu para o centro de Belo Horizonte para a construção da manifestação na Praça da Estação.

IPANTINGA – VALE DO AÇO

Aconteceu em Ipatinga/MG no dia 28/04/2017 uma manifestação da Greve Geral. Participaram do ato: PCB, Unidade Classista, Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, CUT, Intersindical, Varios sindicatos, UJS, UNE, Levante da Juventude, MST, Brigadas Populares, Coletivo BIL, Sindute, Simtserp, Seci, Sintrocell, Metasita, Sindipa dentre outras organizações. O ato teve alguns momentos de tensão, quando os policiais tentarem impedir que os manifestantes ocupassem a BR 381, inclusive apontando armas para o povo que seguia pela BR. Haviam aproximadamente 1.000 pessoas no ato do dia 28/04, que concentrou na Praça do Iguaçu e seguiu ate o Centro da cidade de Ipatinga/MG.  

JUIZ DE FORA – ZONA DA MATA


Dia 28 de abril foi histórico para a cidade de Juiz de Fora. A greve parou 100% do transporte público e grande parte do comércio, indústria e serviços. À partir das 00h os piquetes feitos por trabalhadores e estudantes impediram a saída dos ônibus urbanos das garagens. Esses piquetes permaneceram até às 15h, período em que a cidade parou, os empresários do setor de transportes saíram de suas casas e tentaram intimidar seus funcionários e os manifestantes. A polícia teve atuação ameaçadora em algumas garagens e solidária em outras. Às 9h, cerca de 40 mil pessoas se reuniram na praça da estação, de onde saíram pelas ruas do centro, em marcha, num ato que durou até às 15h. O Partido garantiu quatro falas no ato, PCB, Ana, UJC e UC, Avalia-se que o dia 28 gerou prejuízo econômico para os empresários e boa visibilidade, além de significativa adesão popular.

SABARÁ – REGIÃO METROPOLITANA

Fórum Municipal de Lutas de Sabará
Nesse 28 de abril, dia de Greve Geral em todo o país, a população sabarense assistiu à manifestação contra as reformas da previdência, trabalhista e a terceirização realizada pelo Fórum Municipal de Lutas, espaço que congrega diversas entidades e organizações de luta do município. Realizada no centro histórico da cidade, a atividade reuniu estudantes, trabalhadores e aposentados de diversas organizações e entidades. Dentre as quais, o Partido Comunista Brasileiro, a União da Juventude Comunista e o Partido Socialismo e Liberdade; também endossaram o ato representantes de entidades como o Sind-UTE, Sintsprev, Sindeess, Sind-REDE, Apubh e o Grêmio do IFMG – Campus Sabará.

SÃO JOÃO DEL REI – CAMPO DAS VERTENTES





Em São João Del Rei, o dia 28 de Abril, dia de Paralisação Nacional, começou com o Trancamento da Viação de ônibus Presidente desde 5 horas da manhã até meio dia. Nas primeiras horas da manhã, houve o fechamento do acesso à BR-265 próximo ao trevo do Tejuco e o fechamento da entrada da UFSJ no Campus Dom Bosco. O PCB participou dessas atividades junto com a frente Povo Sem Medo (PCB-PSOL e Brigadas Populares) além do Sindicato dos Metalúrgicos (SINDMETAL), CSP-Conlutas, professores e representantes do Sind-UTE, servidores dos Correios e universitários da UFSJ. Por volta de 16 horas, um grande ato chamado pelos sindicatos da cidade se concentrou na praça do Coreto e caminhou pelas ruas históricas do centro da cidade até chegar ao Largo São Francisco, às 18:30 horas. Foi o segundo maior ato de rua da história de São João Del Rei atrás apenas das manifestações de Junho de 2013. Aqui, o PCB e a Frente Povo Sem Medo (PCB-PSOL e Brigadas) participaram junto com a CSP-Conlutas e a Frente Brasil Popular da CUT. Além deles, os seguintes sindicatos marcaram presença: Sindicato dos Metalúrgicos (SINDMETAL), Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) Sindicato dos Servidores (SindServ) de São João Del Rei e da vizinha Santa Cruz de Minas, Sindicato dos Professores Particulares (SINPRO), Sindicato dos Professores (ADUFSJ) e de Servidores (SINDS) da UFSJ e o Sindicato da Construção Civil (SINTICON). A massa do ato se constituiu, principalmente, de professores e servidores da rede e da Universidade junto com alunos secundaristas e universitários além de um grande contingente diverso de descontentes com a Reforma da Previdência.

UBERABA – TRIÂNGULO MINEIRO





PCB, UJC, CFCAM e Unidade Classista presentes!
28 de março de 2017, atendendo ao chamado nacional de Greve Geral, posta em marcha para barrar o conjunto de ataques às trabalhadoras e aos trabalhadores brasileiros, em especial as propostas de Contrarreformas Trabalhista e da Previdência, o Partido Comunista Brasileiro-PCB de Uberaba-MG esteve presente no ato realizado no centro da cidade e consequente marcha pelas ruas centrais do município. Representado pela Unidade Classista-UC, pela União da Juventude Comunista-UJC e pelo Coletivo Feminista-Classista Ana Montenegro-CFCAM, os e as comunistas uberabenses participaram da construção do ato, na composição com o Fórum dos Trabalhadores Unificado-FTU, e no dia da atividade teve papel fundamental em seu sucesso. Os e as camaradas fizeram piquete na porta da Garagem da Líder, empresa responsável pelo transporte público do município, impedindo os ônibus de circularem, sendo que até às 09h nenhum coletivo pôde trafegar, o que foi fundamental para o bom desenvolvimento da paralisação. No local do ato propriamente, houve falas de todos os coletivos do PCB-URA, os quais têm se destacado no seio da luta de classes em curso, pela postura combativa e por não recuar diante dos ataques.

01 de maio em Contagem.

O PCB esteve presente na tradicional manifestação após a missa do trabalhador na praça da CEMIG no bairro cidade industrial em Contagem. Pela primeira vez após o processo de reconstrução revolucionária do PCB iniciado em 1992 os comunistas contam com uma célula organizada em Contagem, importante cidade polo industrial brasileira. A concentração popular reuniu cerca de 5000 pessoas. A atividade foi organizada pela Pastoral Operária e contou com a presença do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem (filiado a CUT), da Oposição Metalúrgica CHÃO DE FÁBRICA (ligada a CSP-CONLUTAS) e do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Contagem, que levou sua Kombi garantindo as intervenções políticas dos representantes políticos e sindicais presentes. Além do PCB outras organizações políticas estiveram presentes como o PSTU, MRT, PcdoB e MAIS. A celebração e o protesto teve como pauta principal a luta contra às reformas do Governo Temer. Houve a distribuição com ótima aceitação do Manifesto do PCB aos trabalhadores e à juventude.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Fortalecer a unidade e intensificar as lutas para derrotar o governo Temer



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Nota Política do Partido Comunista Brasileiro – PCB
A nomeação do ministro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal é parte de um processo de desmoralização completa do governo ilegítimo de Michel Temer e aumenta o nível de degradação das instituições brasileiras. Na mesma linha de ação, dias antes, Temer nomeou Moreira Franco para a Secretaria-Geral do governo, um cargo com status ministerial e foro privilegiado, objetivando claramente salvá-lo da Operação Lava a Jato. Estes dois fatos demonstram que a ousadia da quadrilha de corruptos que usurpou o poder em Brasília não tem limites. Agindo em favor de seus interesses imediatos e com o propósito maior de aprovar medidas antipopulares, a serviço do grande capital nacional e internacional, o governo golpista demonstra que tais práticas espúrias irão continuar, pois não tem compromisso algum com o atendimento das necessidades da população e está disposto a aceitar a impopularidade advinda de suas medidas neoliberais que não possa ser contornada pela manipulação da grande mídia.
Como é provável sua aprovação no Senado, Moraes se tornará o revisor da Lava a Jato e, portanto, vai julgar não só o presidente, seu chefe até há pouco tempo, mas também toda a cúpula do Parlamento, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de quem também foi subordinado, além de seus atuais colegas no Ministério da Justiça e os políticos do PSDB, partido ao qual pertence, do DEM e de outros partidos envolvidos com corrupção. Que isenção terá esse ministro para julgar seus amigos? Com essa decisão, Temer na verdade está escalando Moraes para cumprir a missão que Romero Jucá já tinha indicado nas gravações vazadas para a imprensa, ou seja, costurar um grande acordo para salvar os corruptos das penas da lei e evitar o aprofundamento de qualquer tipo de investigação.
Alexandre de Moraes não reúne as mínimas condições para ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Primeiro, porque ele próprio, em sua tese acadêmica, defendia corretamente que quem estava exercendo ou tinha exercido cargo de confiança no Poder Executivo não poderia assumir cargos no Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo levando em conta que um advogado não escolhe as causas que vai defender, é no mínimo estranho o fato de Moraes ter sido advogado da Transcooper, uma cooperativa acusada de ligações com lavagem de dinheiro do narcotráfico ou que seu escritório de advocacia tenha trabalhado para a JHSF, empresa investigada na Operação Acrônimo, o que resultou em honorários de R$ 4 milhões. Ou ainda que tenha sido advogado do deputado Eduardo Cunha. Um currículo como este deveria inviabilizar a escolha de alguém para ocupar um cargo da mais alta instância da Justiça no país, no qual poderá ficar por 25 anos.
Quando era Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Moraes também ficou conhecido pela truculência com que reprimiu os estudantes secundaristas que ocupavam as escolas no Estado, os jornalistas e manifestantes em geral, o que resultou em dezenas de feridos por estilhaços de bomba, sendo que um deles ficou cego; pelo aumento do número de mortes de pretos e pobres na periferia de São Paulo; pela incompetência na recente crise nas penitenciárias, cujo resultado foram os massacres de presos em vários Estados. Moraes no STF representa o triunfo da impunidade, das relações de compadrio e das práticas espúrias em favor das classes dominantes, que têm sido a tônica desse governo usurpador.
Mas o governo Temer é muito mais que um governo corrupto. A situação do país é realmente grave e a paciência da população está chegando ao limite. A economia brasileira está em frangalhos, com a maior recessão de sua história moderna; o desemprego já atinge 13 milhões de trabalhadores com carteira assinada e mais cerca de 7 milhões que já desistiram de procurar emprego, além do arrocho salarial e a queda na renda da população. A crise financeira dos Estados e Municípios está levando o caos aos serviços públicos, provocando a precarização do atendimento à saúde, o atraso de salários e a demissão de funcionários públicos, processo muito claro na crise nas penitenciárias brasileiras, cuja face mais visível são os massacres ocorridos em vários Estados.
Trata-se de uma administração que vem realizando um ataque brutal aos trabalhadores, à juventude e à população em geral, mediante o ajuste fiscal, as reforma trabalhista e da previdência, a reforma do ensino médio e a entrega do pré-sal e do Aquífero Guarani para as multinacionais, além das privatizações do patrimônio público, tudo isso para favorecer o capital monopolista, os banqueiros e o agronegócio. Um governo completamente desmoralizado perante a opinião pública, mas que ainda se sustenta porque está realizando o trabalho sujo para o grande capital nacional e internacional.
A ofensiva contra os trabalhadores, as negociatas, os escândalos diários e o mar de lama da corrupção são tamanhos que a maioria da população ainda está perplexa diante da crise. Mas é necessário acabar com o desânimo, sacudir a poeira e dar a volta por cima, retomar as manifestações de rua, as greves e as lutas nos locais de trabalho, moradia e estudo para derrubar o governo usurpador. Só teremos condições de mudar a atual correlação de forças e construir uma nova realidade, na qual as instituições estejam voltadas a atender os interesses populares, se as massas forem à luta contra o governo. Portanto, é hora de reunir forças para derrotar o governo Temer e reverter as medidas tomadas contra os trabalhadores, a juventude e a população em geral.
Para realizar essa tarefa é necessário construir a unidade de todos aqueles interessados na luta contra o governo ilegítimo. O PCB, além da participação nas atividades programadas pelas centrais sindicais contra a reforma trabalhista e previdenciária, propõe um calendário de reuniões com organizações da esquerda socialista e dos movimentos sociais, assim como as entidades nacionais da luta sindical, popular e democrática, visando à articulação de um espaço de lutas mais amplo, para além dos blocos e frentes da esquerda socialista, pois, em razão das ameaças às liberdades democráticas e à soberania nacional, há um vasto campo progressista que poderá ser atraído para engrossar e fortalecer as lutas anticapitalistas e contra os ataques aos direitos dos trabalhadores.​
No entanto, sabemos pela própria experiência histórica que nem todos os componentes desse processo de lutas têm os mesmos objetivos que a esquerda socialista e classista. Por isso, é imprescindível que, no interior do campo unitário, se fortaleça a esquerda socialista e classista, com vistas a constituir uma frente política permanente, um campo alternativo à política de conciliação de classes e à direita, capaz de garantir que os interesses dos trabalhadores não sejam trapaceados por quem visa apenas canalizar a insatisfação popular para as eleições em 2018. Quanto mais forte esse bloco estiver, maiores serão as possibilidades para se avançar no rumo das conquistas populares.
Por um Bloco de Lutas anticapitalista, na perspectiva do poder popular e do socialismo.
Comissão Política Nacional do PCB

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

RETROSPECTIVA DE LUTAS - 2016!








JANEIRO - Conferência Estadual do Partido Comunista Brasileiro - PCB na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

JANEIRO - Representantes do PSOL, UP, MST e PSTU no Ato Político do PCB em Belo Horizonte.

JANEIRO - Plenária do movimento sindical, popular e estudantil em apoio à GREVE dos Eletricitários.
FEVEREIRO - Manifestação dos/as Trabalhadores/as em Educação na Cidade Administrativa. 
MARÇO - Participação do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro no 08 de março.

ABRIL - Reconstrução do PCB em Sabará. 
MAIO - Maio de resistência no Instituto Helena Greco.
MAIO - Eleições da APUBH na UFMG.

MAIO - Eleições para o DCE da PUC-Coração Eucarístico.
Adicionar legenda

MAIO - FORA TEMER! na Praça da Liberdade.
JUNHO - Fora Temer! BH
JUNHO - Atividades de Formação Política e Sindical em Ouro Preto.
JULHO - Convenção Municipal do PCB em Belo Horizonte.

AGOSTO - Dia Nacional de Luta!
AGOSTO - Plenária da União da Juventude Comunista.
AGOSTO - Debate sobre PODER POPULAR no SINDREDE-BH.
SETEMBRO - Grito dos Excluídos.
OUTUBRO - FORA TEMER! Contra a PEC 241/55.
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NOVEMBRO - DIA NACIONAL DE LUTAS.

DEZEMBRO - Dia Nacional de Luta contra a PEC 55, PEC 287 e MP 746.

domingo, 20 de novembro de 2016

Aprofundar as Ocupações! É Hora de Ocupar Brasília.

Nesse último mês, estamos assistindo um conjunto de ocupações e mobilizações dos diversos setores da juventude brasileira. Já passaram de 1000 o número de escolas e universidades ocupadas e a aprovação da PEC 241 na Câmara dos Deputados incendiou o espírito revolucionário dos jovens! Nesse momento, a tarefa de toda a juventude é barrar a PEC no Senado, agora com a denominação de PEC 55!
A PEC 55 (241) busca o congelamento dos investimentos em áreas sociais, como saúde e educação, em até 20 anos. A estipulação de um teto de gastos terá efeitos drásticos para essas áreas, proporcionando perdas que afetarão diretamente a classe trabalhadora e a juventude que sempre lutaram pelo direto ao acesso à educação e à saúde pública, de qualidade e populares. Essa PEC vem para enterrar a possibilidade de garantir os plenos direitos do povo brasileiro e, por isso, os jovens comunistas estarão marchando com a juventude brasileira para barrar tal processo!
O governo ilegítimo e golpista de Temer transmite a PEC como uma necessidade para a melhoria da situação econômica do Brasil e uma saída para a crise. No entanto, com ela, o governo apresenta um projeto que privilegia monopólios, os quais já apontam para a mercantilização de nossos direitos. Sucateando nossa rede pública de educação e querendo desmontar o já precário SUS, essa é a cartilha neoliberal de Temer e seus aliados: parar de investir e criar as condições para a venda dos direitos dos trabalhadores aos grandes monopólios, que em época de crise, buscam novas alternativas para continuar lucrando em cima do sangue e suor da classe trabalhadora!
Sendo assim, a UJC entende que é o momento de unidade da juventude contra os ataques nefastos de Temer, representante político da burguesia e do imperialismo! As ocupações são o primeiro estágio da luta política e da resistência do povo contra os ataques que estão vindo. Aprofundar o número de escolas e universidades ocupadas, deve ser uma necessidade imediata do Movimento Estudantil! A organização política dos estudantes secundaristas será fundamental para o sucesso das lutas, e além disso, criar entidades locais e municipais são passos importantes para resistir aos ataques futuros, no sentido de criarmos instrumentos de unidade.
A concretização das ocupações deve se dar no palco de onde nossos inimigos vem aplicando tantas medidas antipopulares: Brasília! O presidente da Câmara do Senado, Renan Calheiros, já deixou claro que
votará a PEC 55 em primeiro turno no dia 29 de novembro e em segundo turno no dia 13 de dezembro. Os inimigos da nossa classe estão pensando que podem desmobilizar a juventude votando um projeto de lei às vésperas do Natal e do Ano Novo. A UJC compreende que é preciso ocupar o Senado nos dias de votação da proposta e impedir que o maior ataque à classe trabalhadora dos últimos 15 anos seja aprovado, à revelia da vontade do povo. A juventude brasileira está dizendo não a essa PEC e ocupará Brasília para barrar mais um golpe contra os trabalhadores do Brasil.
FORA TEMER!
CONTRA A PEC 241!
OCUPAR O SENADO!
PELO PODER POPULAR!

22/11 - Terça-feira - 19 horas





domingo, 30 de outubro de 2016

NOTA POLÍTICA DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - CONTAGEM/MG SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES


O PCB de Contagem orienta o voto nulo no segundo turno das eleições de Contagem. As candidaturas que se apresentam para a eleição do dia 30 de outubro são, cada qual ao seu modo, adversárias da classe trabalhadora e não devem receber a confiança do cidadão de Contagem.
De um lado temos o atual prefeito Carlin Moura, do PCdoB. Carlin, devemos reconhecer, foi responsável pela urbanização de diversas áreas de vilas e favelas de Contagem, inaugurou linhas de ônibus e construiu aparelhos de saúde em locais historicamente abandonados pelo poder municipal. Ainda assim, sua administração é marcada por diversos conluios contra o trabalhador contagense. Carlin inaugurou uma nova UPA enquanto fechou uma antiga, ao invés de manter ambas em funcionamento, além de não contratar profissionais suficientes para operacionalizar os novos centros de saúde. Escolas foram fechadas nos quatro anos de seu governo, e o transporte das crianças realocadas para outros colégios é muito deficiente e alvo de constantes reclamações. As novas linhas de ônibus operam em horários reduzidíssimos e a tarifa segue aumentando, mesmo com sucessivos incentivos fiscais e perdões de impostos atrasados. A urbanização das periferias foi acompanhada de projetos sociais privados nebulosos, e muitas dessas obras da prefeitura foram abandonadas sem manutenção após sua inauguração - além da completa ineficiência ao lidar com as ocupações urbanas, como na sua total imobilidade em dar uma solução para a situação da ocupação William Rosa. Para o segundo turno, piorando ainda mais sua situação, Carlin Moura está aliado com ninguém menos que Newton Cardoso e Ademir Lucas, figuras carimbadas da política de Contagem e comprovadamente inimigos dos trabalhadores!
Do outro temos Alex de Freitas, do PSDB. Em sua campanha no primeiro turno, Alex se apresentou como um gestor moderno e experiente. Alex apresenta algumas ideias aparentemente sedutoras em sua campanha. Seu programa protocolado no TSE é ambicioso, bem aparado e traz propostas importantes. O que Alex esquece de mencionar é que, graças a uma emenda constitucional apoiada pelo seu partido, suas propostas serão impraticáveis. Existem limitações objetivas a esse projeto de governo sendo colocadas pelos próprios correligionários do candidato. Alex de Freitas parece estar mentindo para o eleitor de Contagem, ou talvez o candidato não tenha a mais pálida ideia do que seus colegas tentam implantar no país com a PEC 241. Ambas as possibilidades o descredenciam completamente para comandar uma cidade tão importante quanto Contagem. Em seu discurso - disponível na página de sua candidatura no Facebook - após a confirmação de sua ida para o segundo turno, Alex critica candidatos que prometem coisas que não podem cumprir, enquanto ele próprio também apresenta propostas inviáveis. Alex de Freitas é um tucano escolhido a dedo para concorrer à prefeitura, não devemos nos enganar. Sua indicação para a disputa em uma cidade importante e estratégica como Contagem certamente foi chancelada pelas principais figuras do PSDB de Minas Gerais, e a imagem que ele tenta construir não deve confundir o cidadão das reais intenções que estão por trás de sua candidatura!
Os próximos quatro anos serão difíceis para os trabalhadores de Contagem, independente do resultado das urnas daqui três semanas. Devemos seguir organizando a população da cidade para resistir aos ataques que virão da prefeitura, do governo estadual e do governo federal.
Contagem, 21 de outubro de 2016

Nota do MAIS e PCB para o segundo turno em Juiz de Fora

As eleições em todo país foi pautada pela abstenção, fortalecimento da direita tradicional e desmoralização do PT.
O Governo Temer e sua ampla base aliada tiveram uma grande vitória eleitoral, em 25 capitais, os partidos da direita e centro-direita conquistaram a primeira posição em 23. O PT, que era o único partido brasileiro que aumentava o número de vereadores e prefeitos eleitos a cada eleição, nesse ano despencou de 635 prefeituras para 256, de 5067 vereadores para 2795.
Em Juiz de Fora, semelhante ao restante do país, a eleição municipal apresentou alguns elementos. A direita tradicional apresentou em Juiz de Fora quatro candidatos: Noraldino, Lafaiete, Bruno e Rezato, obtendo 75% dos votos. Margarida teve sua pior votação, caindo de 37,19% em 2012 para 22,38%. Os votos nulos e brancos passam de 15%, ampliando em quase 5% das eleições municipais de 2012.
Neste cenário, a Frente Popular Socialista Esquerda (PSOL, MAIS, PCB, NOS e Brigadas Populares) sai fortalecida com 2.744 votos para prefeito e 1017 para vereador. Uma campanha feita nos bairros, nas portas das fábricas e escolas, diferenciando-se das demais candidaturas, ao construir seu programa em debates amplos e próximos ao movimento. Tivemos muitas dificuldades em virtude da lei antidemocrática aprovada pelo deputado Eduardo Cunha, recentemente cassado e preso por corrupção. Lei que diminuiu os direitos democráticos para a apresentação de nossas propostas, retirando quase todo o tempo de TV e impedindo a nossa participação nos debates.
Nossas organizações em Juiz de Fora ainda são pequenas, e encontramos algumas dificuldades no desenvolvimento da campanha, porém, mesmo com tudo isto, agradecemos aos trabalhadores e trabalhadoras, à juventude, e demais lutadores e lutadoras que estão no combate ao machismo, o racismo e a LGBTfobia. À todos e todas que apostaram na independência dos empresários para construção de uma alternativa socialista para transformação de nossa cidade.
A eleição no segundo turno:
Bruno, candidato do PMDB, atualmente possui índice de rejeição significativo. A cidade está abandonada e não há investimento que combata ou modifique a realidade desigual e violenta que Juiz de Fora se encontra. A taxa de morte dos jovens negros e periféricos permanece alta, greve dos professores e professoras, caos na saúde, falta de merenda em escolas municipais, albergue para moradores em situação de rua interditado por condições insalubres, e inúmeras outras questões demonstram isso. Ao mesmo tempo, os bairros nobres contam com massivo investimento, obras, policiamento e segurança. Essas diferenças expressam verdadeiramente uma divisão de classe expressa em nosso cenário urbano. Bruno, que faz parte do partido que propôs, através do presidente interino, um Projeto de Emenda Constitucional (PEC 241) que visa congelar os gastos com saúde e educação durante 20 anos no Brasil, demonstra cada vez mais que governa para as classes dominantes. Um prefeito que aceita representar um partido que defende essa postura, estaria apto para defender os interesses da população Juizforana?
Se não podemos, em hipótese alguma, render apoio ao PMDB, também seria um equívoco creditar ilusões na política petista expressa na chapa Margarida-Chico Evangelista. Devemos tirar as melhores lições do projeto fracassado do PT para o Brasil: um governo que, a partir de uma dita aliança entre ricos e pobres, conservadores e “progressistas”, deseducou os trabalhadores ao não manter independência das grandes empresas. Vimos que ao “governar para todos”, quando a crise chega não é bem assim. E, ao desmobilizar os trabalhadores brasileiros e se aliar ao capital financeiro, o PT cavou sua própria cova.
Inclusive a candidata Margarida, cumprindo o papel de deputada federal, infelizmente, votou no congresso a favor de ataques aos nossos diretos. Com sua ajuda foram aprovadas medidas como: pós-graduação pagas nas universidades federais e ataques ao PIS/PASEP e seguro-desemprego, que ferem os direitos dos trabalhadores. Em nome das contas públicas ou da governabilidade, o PT abriu caminho para os ataques promovidos no governo Temer.
Ao escolher Chico Evangelista do PROS como vice, o PT reproduz todos os erros do seu projeto político. Sabem das posições reacionárias deste político, pois votou contra o aumento de salários dos professores; defende a escola sem partido e demais pautas combatidas pela esquerda. O PROS virou-se contra o PT na votação do impeachment e mostrou a lealdade que se pode esperar destes partidos.
Enquanto sentimos na pele as piores consequências de tal aliança, fica tudo esquecido ou relevado pelo PT, mais uma vez em nome da tal governabilidade, abandonando o projeto de fortalecer uma posição à esquerda.
Olhando o cenário de Juiz de Fora, nos posicionamos pelo voto nulo. Voto que representa uma crítica à direita tradicional, representada pelo PMDB que vem atacando os nossos direitos, na figura de Bruno Siqueira; e a conciliação de classes com a burguesia promovida pelo PT em seus anos de governo, na figura de Margarida.
Canalizamos nosso esforço militante para construção do projeto trabalhadores/as e juventude construindo o Fora Temer. A resistência aos ataques dos nossos direitos, a luta dos secundaristas na cidade e no país e retornando aos bairro com Joquei 3, palco de importante manifestação neste mês que não contou com apoio de nenhuma das outras candidaturas.
A Frente de Esquerda representa um terceiro campo, um espaço em estágio embrionário, cujo fortalecimento expressa a unidade dos setores da esquerda que não se renderam à conciliação de classes petista, tampouco à desmoralização oriunda da rearticulação da direita. A vitoriosa intervenção unitária que realizamos nas eleições deve prosseguir nas lutas e nas mobilizações em defesa dos nossos direitos e pelo “Fora Temer”.
Entendemos que a política não pode ser construída de decisões imediatistas, pensando somente com a lógica do “menos pior”. Nossa tarefa agora é dar continuidade à Frente de Esquerda nas lutas sociais sem apoiar politicamente o PMDB ou o PT, construindo um terceiro campo. Não podemos ir na contramão das necessidades políticas no país, por isso, mesmo após o fracasso dos governos petistas, temos que construir uma alternativa socialista a direita tradicional e a conciliação com a burguesia. A falência do projeto do PT, que a direita tenta imputar a toda a esquerda, corresponde à ousadia de construir uma verdadeira alternativa de massas, completamente independente do PT e da direita, para impulsionar as lutas e oferecer uma saída progressista à crise política e econômica que vivemos no país.
Juiz de Fora, outubro de 2016

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Frente de Esquerda BH Socialista

UNIFICAR AS LUTAS E OS MOVIMENTOS SOCIAIS DE BH EM DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA CIDADE
O segundo turno da eleição em Belo Horizonte apresenta um cenário difícil para as lutadoras e lutadores da cidade. As duas opções João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS) integram o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer e estão juntos para atacar o povo brasileiro: as trabalhadoras e os trabalhadores, a população LGBT, a periferia e sua juventude marginalizada, os indígenas e quilombolas.
O PSDB de João Leite, através de Aécio e Anastasia, implementou medidas que destruíram os serviços públicos, atacou os direitos de servidores no Estado de Minas Gerais enquanto reforçou a militarização das cidades e reprimiu toda e qualquer manifestação popular. No Congresso Nacional tem encaminhado propostas que destroem os direitos sociais adquiridos desde a redemocratização, que congelam por vinte anos os gastos em setores prioritários como saúde e educação (PEC 241) e entregam as riquezas do país para o capital internacional, como fez na última semana votando pelo desmantelamento da Petrobrás e privatização do pré-sal. No município a política de João Leite pretende aprofundar a privatização da cidade e entrega do patrimônio público municipal através de empresas como a PBH Ativos S/A, marca do governo Lacerda (PSB).
Alexandre Kalil tenta se passar por alguém de fora da política, aproveitando a crescente indignação da população e a crise de representatividade, mesmo sendo coadjuvante do processo golpista nos bastidores da política. Juntamente com o PSDB, tem pautado as mesmas medidas de retirada de direitos sociais, trabalhistas e humanos. Kalil é uma figura que sonega impostos como o IPTU e FGTS e ainda quer convencer a população de que representa alguma mudança. Junto com seus aliados, participa do processo nacional de destruição de direitos e entrega do patrimônio aos estrangeiros.
Nenhum e nem outro representa os anseios da maioria da população belo-horizontina, uma maioria diversa que deseja a construção de uma outra política no país.
Nesta conjuntura, não podemos nem enganar, nem decepcionar as eleitoras e eleitores da Frente de Esquerda BH Socialista. Seja qual for o resultado do 2° turno, infelizmente, a cidade não viverá as transformações necessárias, pois os dois candidatos e seus respectivos partidos estão unidos na aplicação do ajuste fiscal e da retirada de direitos e representam os interesses dos ricos e poderosos.
Diante disso, a Frente de Esquerda BH Socialista se define pelo voto nulo no segundo turno em Belo Horizonte: “Nem João Leite, nem Kalil, nosso voto é Izidora!”. Acreditamos que a saída é ocupar as ruas, por isso convocamos a militância social e o conjunto da população a construir a resistência local aos ataques aos nossos direitos unificando as lutas em curso rumo a uma greve geral no país para derrubar o governo ilegítimo de Temer, Aécio, Renan e Cunha.
Aqui em Beagá a ação mais urgente de resistência é impedirmos o despejo e criminalização das Ocupações Urbanas, em especial das 30.000 pessoas que vivem na região da Izidora. O governo Pimentel (PT) tem ameaçado diariamente a população das Ocupações com ações violentas, desumanas e irresponsáveis de despejo, atirando bombas e balas de borracha contra famílias e crianças. Foi conivente e responsável por um dos maiores crimes do Estado: o derramamento de lama da Samarco/BHP/Vale, tendo se posicionado ao lado das mineradoras e ainda aprovado a flexibilização da legislação ambiental para o extrativismo. Além disso, anunciou o parcelamento de salários de servidores sucateando o serviço público e deixando os trabalhadores e trabalhadoras de mãos atadas frente à perda de valor do salário e à inflação.
Nem João Leite! Nem Kalil! Nosso voto é Izidora!
Nenhum direito a menos! Nenhum despejo a mais!
Temer Jamais! Lacerda Nunca Mais!
Frente de Esquerda BH Socialista
PSOL - PCB - BP - UP